Eu só peço serenidade, o tempo inteiro...nem peço pra ser feliz, peço pra ser quase inabalável.
De fora eu sou uma rocha, quem me olha, em geral, não me vê...
Exercito o desapego o tempo inteiro...talvez porque a vida me mostrou que apegar, sempre é a pior decisão...deixo livre, solto, sofro calada porque tem coisas que realmente não há como deixar.
Além disso sou desconfiada. Não acredito em ninguém, talvez somente no meu cachorro que é realmente sincero comigo, nunca abana o rabo quando quer me morder...na verdade, quando quer me morder ele simplesmente morde.
Contraditoriamente, e apesar dessa tentativa de viver sem apegos e confiando só em mim mesma, eu sinto vontade de me apegar a alguem.
Vontade de confiar. Alguem que valha pena. Alguem que me faça sorrir, me faça companhia. Alguem que seja ele mesmo o tempo inteiro. Alguem que seja autentico. Companhia é mais do que pegar na mão e falar uns 100 "eu te amo" de manhã.
Companhia é estar ao lado mesmo quando está longe.
E como não é facil viver esse dilema, eu peço serenidade. Serenidade para aceitar o que eu não posso mudar.
Me permito 5 minutos de lágrimas quando alguem quebra meu coração, mas sempre respeito a decisão de qualquer pessoa. Não nasci pra mendigar nada..nem amor, nem amizade, nem atenção...eu sou assim e não é facil ser eu mesma embora eu tenha muito orgulho de quem eu seja.
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
O essencial é invisível aos olhos...
O essencial é invisível aos olhos....só se vê bem com o coração.
Demorei longos 20 e poucos anos para entender essa frase que conheci aos 9 num dos livros mais lidos do mundo.
Embora fã do principezinho essa frase nunca foi a minha preferida, simplesmente não a entendia.
São Tomé que sou, sempre acreditei que olhar era indispensável para se saber de algo. Se não vejo, não existe. Tolice.
O sentido de tudo, a realidade, a verdade, muitas vezes vai além do que nossos olhos podem ver. E o óbvio, nem sempre, corresponde a verdade.
Tenho repetido essa frase como um mantra, um loop infinito mental, principalmente quando ouço "injustiças" originadas de observações superficiais. Não discuto, não precisa discutir. Não esclareço, não me explico. Não mais, não desta vez, não agora.
Dou a cada um o tempo necessário de me conhecer, de me amar, de cativar por mim o carinho necessário para evitar equivocados julgamentos. Se esse tempo não foi necessário, ou, se ainda assim, os julgamento vierem, não me esforço em desfazê-los...o silencio é meu refugio, o tempo minha esperança e nessa certeza de que a verdade prevalecerá, sigo, ainda que só, ainda que machucada, ainda que com o coração partido.
La dentro, do meu calado universo, há a fé que o essencial só é perceptível pelo coração.
Se não enxergam, se não o captam, se a verdade está esmaecida, encoberta de uma névoa fina chamada "frívola impressão", não me apresso em desmistificar pois penso que no fundo, não preciso falar, explicação nenhuma é necessária, aprecio o silencio.
Se há um mal entendido, é porque alguém está olhando errado...é preciso ver com o coração.
O essencial a gente não diz.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Tá ruim ai?
Ah....
Eu fiquei bem emocionada com os comentários no post de sábado. Alegria compartilhada é alegria dobrada, então o sorrisinho apareceu do lado de cá! Obrigada por todo o carinho!
Vi que algumas amigas lindas e queridas estão na estiagem, no inverno da vida e esse post é pra elas.
Eu passei muitos dias, semanas, meses, 1 ano inteiro na estiagem. Lutei, acreditei, fui abatida, quase desisti, me enfiei embaixo do edredon. Chorei litros, rios, reclamei, me privei do sorriso...mas o corção continuava lá e, com coragem, eu continuei a caminhada. Aliás, continuo, porque ainda não cheguei onde realmente quero chegar. A diferença é que agora eu sei que posso, e essa certeza está fortalecida.
Cheguei num lugar onde até 2 meses atrás eu não acreditava que eu seria capaz de chegar...Mas não desisti, embora essa fosse a decisão mais fácil. Rompi a timidez, engoli a insegurança, participei de inumero treinamentos, levei uma coleção de "nãos", e, mesmo cansada, continuei a lutar. Um dia, ouvi chamarem o meu nome. Era o meu nome. Pronto, estava pronta. O sol veio.
Me lembrei do saco do pão. Da mensagem que tinha nele. Lembram do post?? Pois é.. há uma força motriz, um movimento que pode fazer apenas você girar sem sair do lugar ou pode te levar até onde seus sonhos moram, se você estiver disposto a vencer barreiras nem sempre impostas pelo mundo externo, mas muitas vezes construidas por nós mesmos.
Resumo de conversa... AJA!
O melhor momento é agora, a oportunidade está aí sentindo sua respiração. PLANEJE, as coisas fluem com maior facilidade se você tiver um planejamento, um mapa da onde quer ir. IDENTIFIQUE suas fraquezas e descubra porque ainda cultiva elas. Se livre de tudo o que estiver lhe atrapalhando, seja uma caracteristica pessoal (eu sou muito timida mas aprendi a vencer isso) seja um fator externo (tem certeza que aquela pessoa ali te joga pra frente??). SE PREPARE PARA OS NÃOS, por mais doloroso que seja, são os "fracassos" que nos preparam para as vitórias. É dificil aceitar isso, mas a gente amadurece a cada tropeço, a cada queda...Dói muito, mas passa...Fracassar não é cair, mas sim permanecer no caído.
E para quem ainda não viu o desenho do liga-pontos formado, fique atento. Cada passo, cada dia, cada atitude é um risco feito, um ponto ligado. Acredite, no final tudo fará muito sentido, essa vida é constante preparação para o que virá. E se você tiver algo que queria muito fazer, realizar, mudar, enfim...o melhor dia pra isso é hoje!
E, se você precisar ficar lembrando disso sempre, se quer uma motivação, eu deixo um trechinho de um clássico do Legião que pra mim faz todo sentido (e eu conto quando começou a fazer sentido em outro post):
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
This is a signal
Foto da embalagem do pão de hoje!
Eu sei que tem muita gente que espera um sinal da vida para agir. À espera do "momento certo".
Uma coincidencia, um numero significativo que apareça durante o dia repetidas vezes, uma folha que caia bem em cima de sua cabeça, uma mensagem do astros...e fica esperando, esperando, esperan, espe, esp...ZzzzzzZzzzz nada acontece.
Tal qual é mostrado naquele filme O Todo Poderoso, a vida a todo momento está mostrando qual o caminho, seja por meio de uma inspiração ou de um mendigo segurando um cartaz com frases sugestivas (viu o filme?), seja através de uma idéia "maluca" que surgiu "do nada" na sua cabecinha oca, seja pelas oportunidades que nos aparece e que a gente, muitas vezes por medo, deixa escapar.
O que falta não é sinal nenhum, não é o semáforo verde da vida aceso na sua direção, o que falta é coragem: aquela força que vem de dentro e te impulsiona!
Somos capazes de qualquer coisa que nos propomos a fazer desde que a gente se leve a sério e confie no nosso poder pessoal. Talvez a gente não voe como os super herois, mas somos heroinas da nossa propria historia e capazes de grandes feitos, basta acreditar em si proprio e, o mais importante, agir.
Não coloque seu sucesso nas mãos de ninguem, nem faça sua felicidade depender de um terceiro. Crie um ciclo de realizações, faça, aja, pare de reclamar da vida, da gordura, da falta de dinheiro, do mundo, da corrupção, faça sua parte e faça o melhor que puder, hoje, agora, esse é o melhor momento.
Fiquei pensando nesse post depois que li esse texto aqui (em inglês). Imprimi e colei no meu mural para lembrar sempre: Stop waiting for the perfect time to do what you want to do. Do it now.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Das coisas que me irritam #3
Fazia tempo que não escrevia sobre coisas que me irritam...mas aí aconteceu. Esse post também podia ter como titulo: Quando alguem deixa de ser aquilo que sempre foi para ser quem nunca será.
Mas vamos ao post.
Eu admiro as mulheres.
Admiro sua coragem, a determinação, o dom que tem de fazer várias coisas ao mesmo tempo com capricho e com amor.
Eu admiro a sensibilidade que persiste mesmo nas atividades mais árduas.
Admiro a forma sagaz como abraçam seus ideais, seus sonhos, suas metas. Só uma mulher é capaz de subir no salto, fazer o carão, enfrentar um dia louco de trabalho ainda que esteja sangrando (literalmente).
Mas tem uma coisa na mulher que me faz, às vezes, querer sacudi-las, chacoalhar, que me mata de vergonha de fazer parte da "classe", que me faz contar até dez e controlar a lingua para não dizer: "Acorda, ô mula!"
Eu tenho implicancia de mulher que se apaixona.
Não, não...
Tenho implicancia de mulher que emburrece quando se apaixona! Sim...porque não é porque se apaixona que eu implico, afinal se apaixonar é gostoso....mas eu tenho horror a mulher que emburrece quando se apaixona.
Tédio.
Há meses eu conheci uma colega. Simpática, com um sorriso doce, uma garota meiga, muito muito feminina. Usava apenas esmaltes claros, tinha um estilo muito feminino de vestir, era facil vê-la de vestido e sandálias de salto, scarpins, saias lápis. Usava trança e outros penteados bem romanticos. Gostava de cor de rosa. E na playlist o sertanejo imperava. Longe de tecer aqui comentários ao gosto musical ou ao estilo de se vestir, esse não é o objetivo do post.
Bem, ai ela começou a namorar com um moço...moço gente boa até, mas bem diferente dela.
Passaram meses, 6, 8 meses...o namoro vingou.
Um dia me assustei, ela apareceu na minha frente de meia fio 40, delineador preto, coturno e cinto de tacha no melhor estilo rock and roll. Ok, podia ser uma variação de estilo, eu mesmo não tenho estilo nenhum definido...mas...veio a foto dela no Facebook fazendo o gesto do metal, aquele com o dedo indicador e o mindinho pra cima sabe?
Comecei a estranhar...
Mas pior mesmo foi quando peguei uma carona e vi que na playlist que antes Paula Fernades imperava ao lado de Victor & Leo, agora tinha um metal pesado rolando, uma barulho (literlmente) dos infernos.
Agora ela vai a shows de metal de bandas alternativas aqui de BH, anda de coturno, usa esmalte preto com flocado, bracelete de tacha, e umas coisas que há uns 6 meses era inimaginável vê-la usando.
Nada contra a mudança de estilo, de gosto musical, de vocabulário, de gestual.. nada contra...
Mas qual a razão da mudança??
É o motivo da mudança que me incomoda, que me irrita até.
A paixão é a criptonita da personalidade.
Eu fico me perguntando se o namorado metaleiro - que faz com que a menina docinho vire uma rock girl - ainda vai continuar interessado nela já que quando se conheceram (e começaram a namorar) ela não era essa personagem montada que é hoje.
Me incomoda essa caracteristica feminina.
Sim, feminina, porque nunca vi nenhum homem deixando de ser o que é para "agradar" a parceira. Eles fazem outras coisas para se mostrarem parceiros, interessantes, para fazer feliz quem ama...mas dificilmente se sabotam, transformam seu estilo, deixam de acreditar naquilo que acreditavam.
Ah, eu esqueci de comentar que ela agora acredita em duende, em coisas celticas, em poderes da floresta porque o namô acredita....
Mulher de fases.
E se o namoro acabar?
Que personagem ela será?
E será que continuará sendo quem ela não é até quando?
O problema é que - algumas - mulheres vivem o eterno desafio de ser a cara-metade, se esquecem de ser inteiras, se esquecem de curtir sua propria companhia, equivocam-se ao colocar a felicidade na mão do outro pensando que a felicidade é algo conquistado a dois. Ei psiu?! A felicidade, meu bem, é compartilhada...só assim ela se multiplica.
Ai ficam nessa, de ser aquela personagem que elas imaginam ser o a companheira dos sonhos dos amados...acabam só...só de sí mesmas.
Mas vamos ao post.
Eu admiro as mulheres.
Admiro sua coragem, a determinação, o dom que tem de fazer várias coisas ao mesmo tempo com capricho e com amor.
Eu admiro a sensibilidade que persiste mesmo nas atividades mais árduas.
Admiro a forma sagaz como abraçam seus ideais, seus sonhos, suas metas. Só uma mulher é capaz de subir no salto, fazer o carão, enfrentar um dia louco de trabalho ainda que esteja sangrando (literalmente).
Mas tem uma coisa na mulher que me faz, às vezes, querer sacudi-las, chacoalhar, que me mata de vergonha de fazer parte da "classe", que me faz contar até dez e controlar a lingua para não dizer: "Acorda, ô mula!"
Eu tenho implicancia de mulher que se apaixona.
Não, não...
Tenho implicancia de mulher que emburrece quando se apaixona! Sim...porque não é porque se apaixona que eu implico, afinal se apaixonar é gostoso....mas eu tenho horror a mulher que emburrece quando se apaixona.
Tédio.
Há meses eu conheci uma colega. Simpática, com um sorriso doce, uma garota meiga, muito muito feminina. Usava apenas esmaltes claros, tinha um estilo muito feminino de vestir, era facil vê-la de vestido e sandálias de salto, scarpins, saias lápis. Usava trança e outros penteados bem romanticos. Gostava de cor de rosa. E na playlist o sertanejo imperava. Longe de tecer aqui comentários ao gosto musical ou ao estilo de se vestir, esse não é o objetivo do post.
Bem, ai ela começou a namorar com um moço...moço gente boa até, mas bem diferente dela.
Passaram meses, 6, 8 meses...o namoro vingou.
Um dia me assustei, ela apareceu na minha frente de meia fio 40, delineador preto, coturno e cinto de tacha no melhor estilo rock and roll. Ok, podia ser uma variação de estilo, eu mesmo não tenho estilo nenhum definido...mas...veio a foto dela no Facebook fazendo o gesto do metal, aquele com o dedo indicador e o mindinho pra cima sabe?
Comecei a estranhar...
Mas pior mesmo foi quando peguei uma carona e vi que na playlist que antes Paula Fernades imperava ao lado de Victor & Leo, agora tinha um metal pesado rolando, uma barulho (literlmente) dos infernos.
Agora ela vai a shows de metal de bandas alternativas aqui de BH, anda de coturno, usa esmalte preto com flocado, bracelete de tacha, e umas coisas que há uns 6 meses era inimaginável vê-la usando.
Nada contra a mudança de estilo, de gosto musical, de vocabulário, de gestual.. nada contra...
Mas qual a razão da mudança??
É o motivo da mudança que me incomoda, que me irrita até.
A paixão é a criptonita da personalidade.
Eu fico me perguntando se o namorado metaleiro - que faz com que a menina docinho vire uma rock girl - ainda vai continuar interessado nela já que quando se conheceram (e começaram a namorar) ela não era essa personagem montada que é hoje.
Me incomoda essa caracteristica feminina.
Sim, feminina, porque nunca vi nenhum homem deixando de ser o que é para "agradar" a parceira. Eles fazem outras coisas para se mostrarem parceiros, interessantes, para fazer feliz quem ama...mas dificilmente se sabotam, transformam seu estilo, deixam de acreditar naquilo que acreditavam.
Ah, eu esqueci de comentar que ela agora acredita em duende, em coisas celticas, em poderes da floresta porque o namô acredita....
Mulher de fases.
E se o namoro acabar?
Que personagem ela será?
E será que continuará sendo quem ela não é até quando?
O problema é que - algumas - mulheres vivem o eterno desafio de ser a cara-metade, se esquecem de ser inteiras, se esquecem de curtir sua propria companhia, equivocam-se ao colocar a felicidade na mão do outro pensando que a felicidade é algo conquistado a dois. Ei psiu?! A felicidade, meu bem, é compartilhada...só assim ela se multiplica.
Ai ficam nessa, de ser aquela personagem que elas imaginam ser o a companheira dos sonhos dos amados...acabam só...só de sí mesmas.
Já tá participando da promoção???
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
#Aloka do esmalte
Na ultima vez que contei eram 97, hoje já não sei mais...certamente já passaram dos 100.
Isso sem contar os de tratamento e acabamento: bases, top coats, matt plus...
Parecem simplesmente brotar: cremosos, cintilantes, metálicos, flocados, holográficos, craquelados, com perfume, que mostram o humor...nada mais pra mim é novidade...tenho pelo menos um de todos os lançamentos.
Não sei bem quando isso começou...
Lembro de uma época em que não exibia as mãos em público, fechava as mãos e escondia os dedos ao menor sinal de estar sendo observada...As unhas, que unhas? eram roidas, devoradas, inexistentes...os dedos cabeçudos exibiam uma triste e dolorida cena de pele repuxada e carninha de fora. Tique nervoso que comprometia a estética.
Então um dia eu resolvi mudar...
Só não sei que dia foi esse...
Raramente usava cores...era sempre branquinho, transparente, até que, pouco depois de ter assumido o vermelho na minha vida e eleito o Maçã do Amor o mais lindo ever, pipocaram na tela do meu computador os blogs trazendo as tendencias.
A primeira coleção que adquiri foi a da Impala: Divas...Abusei do Audrey e naquela época, essa cor, que hoje é tão basiquinha, era um escandalo. Mas não foi o Audrey a minha cor preferida dessa coleção, mas sim o Jane e já estou indo pro terceiro vidrinho dele...
A essa altura da história já havia deixado de roer as unhas fazia tempo...mas ao menor sinal elas quebravam, ou EU mesma as quebrava...sequelas do tique.
Mas de tique em tique um dia vi minha mãe me "proibindo" de comprar esmalte, percebi que a manicure da minha rua tinha menos vidrinho que eu, e nesse mesmo sentido, comecei a ter dificuldade de guarda-los...eles já roubam metade do meu espaço destinado a make, bijoux e etc.
A verdade é que eu não consigo resistir a compra de um esmalte e é bem possivel que dos 97 da ultima contagem eu ainda não tenha usado uns 15, a desculpa para não te-los usado varia: falta de tempo, a espera pela ocasião certa, pela estação certa, pela roupa certa, unhas que ainda não estão no comprimento adequado e por ai vai...
Outro dia me segurei muito para não compra a coleção inteira, e me bateu uma ansiedade...era como se aquela fosse a unica oportunidade que eu teria para comprar aqueles vidrinhos encantados...mas eu repeti (como se fosse um mantra) que eles não iam acabar e que daqui a 1 ano ainda seria possivel encontra-los no mercado...prova disso é a coleção Diva que foram bum há uns 2 anos atras e agora é comum de se ver por ai.
Me pergunto se isso virou compulsão...se é normal comprar e querer tantos esmaltes...e trocar tanto de esmalte e "lutar" para não levar nenhum ao sair de uma loja.
Nas Americanas é obrigatório dar uma passadinha na sessão ainda que eu saiba que lá não tem as cores que eu quero, ou que eu já tenho todas as cores que eu poderia querer e que tem lá.
Enfim...
Eu sei que não sou a única louca por esmaltes e os blogs especificos sobre o assunto são prova disso...mas será que tenho que me preocupar??
Não compro esmaltes carissimos nem tampouco aqueles que eu sei que nunca vou usar.E também é normal eu entrar em uma loja, ver todos e sair de lá sem nenhum. Mas esses vidrinho viraram meu chocolate!
Não me causam mal nenhum, pelo menos não diretamente...mas penso que tenha virado compulsão e que, como toda compulsão, deve estar escondendo algo a mais. O que será??
Enquanto isso vou seguindo a vida, de unha feita e feliz...
Das manias essa deve ser a menos pior, afinal de médico e louco todo mundo tem um pouco...
domingo, 8 de maio de 2011
E no dia das mães....
Eu quero ter um filho.
Um menino.
E ele terá nome de santo, quero o nome mais bonito*.
Quero um garoto, e não vou aqui cair na ladainha de que se tiver saude é o que importa. Quero um menino, então, universo, ouça bem o que eu digo.
Mas quando falo que quero ter um filho, não estou sendo impulsionada pelo desejo quase hormonal que atinge as mulheres. Não estou pensando na maternidade em sí, em deixar meu codigo genetico para a posteridade. Nem me passa pela cabeça as noites em claro que passarei enquanto ele sente colica, nem tampouco penso nos quilos a mais que virão e no efeito daquele serzinho crescendo no meu ventre. Não to pensando na idade que chega diminuindo a quantidade de ovulos. Longe de mim a ideia de ter por ter, parir por parir, "cumprir" minha missao feminina. Não.
Quando digo que quero ter um filho (e como quero tê-lo) está envolvido ai a idéia de ter um marido descente que seja um homem capaz de ensinar pro meu bebe tudo aquilo que eu não saberei ensinar, que o leve no futebol e conte sobre a Copa de 70, que ensine ele a paquerar e a como tratar uma mulher, ao lado de quem experimente a primeira cerveja, o cara que vai ensinar ele a dirigir e ensinar a ele a diferença entre carburador e injeção eletrônica. O melhor amigo, o confidente. Um homem que seja bom amante e bom pai, e isso não é nada demais, não é impossivel.
Eu posso ter um filho sozinha, mas não quero. Quero um moço legal, um cara divertido, bem resolvido, amigo, bom de cama, que goste de viajar e ver filmes, que seja apaixonado pelo trabalho e por mim, que seja parceiro e que, claro, goste de crianças e animais. Um cara assim, com um curriculo adequado para ser, mais que meu amor, o pai de um garoto legal e descolado, falante, inteligente e puxador de conversa.
Quando falo que quero ter um filho, quero dizer que quero um emprego não um trabalho (pois trabalho eu já tenho demais), quero um emprego que me dê a tranquilidade de cumprir uma jornada e voltar pra casa para ser enlaçada pelos bracinhos pequenos do meu pequixito num abraço indescritivel. Um emprego que me propicie condições financeiras para leva-lo a todas as preestreias da Pixar, ao festival de teatro infantil, que me permita leva-lo para conhecer lugares mágicos, coloca-lo em uma boa escola, garantir tratamento médico, comprar todos os livros e gibis que ele desejar (menos os de conteúdo duvidoso).
Quero ter um filho, um garoto e junto com isso quero ter equilibrio. Quero ter paciencia. Quero poder nunca mais sucumbir a ansiedade. Quero poder respirar com fé de que amanhã é um novo dia e que um mar de oportunidades novas virão ao meu encontro. Não quero mais ir pra cama frustrada, com pressa de que a vida dê certo. Quero ser paz.
Quero ter um garoto...Um menino. Quero ter dois homens da minha vida, um me ajudando a formar o outro.
Quero sentir aquele beijinho estalado e espremido nas minha bochechas, quero ter bracinhos envolvendo meu pescoço, perninhas gorduxas enlaçando minha cintura. Quero cheirinho de talco pela casa, fraldas na gaveta, um brinquedinho perdido ali no meio da sala. Pecinhas de lego, soldadinhos, um quarto decorado de formula1. Quero um serzinho de 1m enfiado num quimono, puxando uma mochila do ToyStory, indo pra escola. Quero um sorriso desdentado, um adormecer nos meus braços, um pezinho que cabe na palma da minha mão.
Quero esquecer o tic-tac do relogio dos hormonios, quero apenas ter meu menino, na melhor hora da vida, no momento que o universo conspirar, quando todo o conjunto da realidade for propicio. E, como nos contos de fadas, ser feliz para sempre.
*Frase da musica Pais e Filhos - Legião Urbana
Image: Google
Um menino.
E ele terá nome de santo, quero o nome mais bonito*.
Quero um garoto, e não vou aqui cair na ladainha de que se tiver saude é o que importa. Quero um menino, então, universo, ouça bem o que eu digo.
Mas quando falo que quero ter um filho, não estou sendo impulsionada pelo desejo quase hormonal que atinge as mulheres. Não estou pensando na maternidade em sí, em deixar meu codigo genetico para a posteridade. Nem me passa pela cabeça as noites em claro que passarei enquanto ele sente colica, nem tampouco penso nos quilos a mais que virão e no efeito daquele serzinho crescendo no meu ventre. Não to pensando na idade que chega diminuindo a quantidade de ovulos. Longe de mim a ideia de ter por ter, parir por parir, "cumprir" minha missao feminina. Não.
Quando digo que quero ter um filho (e como quero tê-lo) está envolvido ai a idéia de ter um marido descente que seja um homem capaz de ensinar pro meu bebe tudo aquilo que eu não saberei ensinar, que o leve no futebol e conte sobre a Copa de 70, que ensine ele a paquerar e a como tratar uma mulher, ao lado de quem experimente a primeira cerveja, o cara que vai ensinar ele a dirigir e ensinar a ele a diferença entre carburador e injeção eletrônica. O melhor amigo, o confidente. Um homem que seja bom amante e bom pai, e isso não é nada demais, não é impossivel.
Eu posso ter um filho sozinha, mas não quero. Quero um moço legal, um cara divertido, bem resolvido, amigo, bom de cama, que goste de viajar e ver filmes, que seja apaixonado pelo trabalho e por mim, que seja parceiro e que, claro, goste de crianças e animais. Um cara assim, com um curriculo adequado para ser, mais que meu amor, o pai de um garoto legal e descolado, falante, inteligente e puxador de conversa.
Quando falo que quero ter um filho, quero dizer que quero um emprego não um trabalho (pois trabalho eu já tenho demais), quero um emprego que me dê a tranquilidade de cumprir uma jornada e voltar pra casa para ser enlaçada pelos bracinhos pequenos do meu pequixito num abraço indescritivel. Um emprego que me propicie condições financeiras para leva-lo a todas as preestreias da Pixar, ao festival de teatro infantil, que me permita leva-lo para conhecer lugares mágicos, coloca-lo em uma boa escola, garantir tratamento médico, comprar todos os livros e gibis que ele desejar (menos os de conteúdo duvidoso).
Quero ter um filho, um garoto e junto com isso quero ter equilibrio. Quero ter paciencia. Quero poder nunca mais sucumbir a ansiedade. Quero poder respirar com fé de que amanhã é um novo dia e que um mar de oportunidades novas virão ao meu encontro. Não quero mais ir pra cama frustrada, com pressa de que a vida dê certo. Quero ser paz.
Quero ter um garoto...Um menino. Quero ter dois homens da minha vida, um me ajudando a formar o outro.
Quero sentir aquele beijinho estalado e espremido nas minha bochechas, quero ter bracinhos envolvendo meu pescoço, perninhas gorduxas enlaçando minha cintura. Quero cheirinho de talco pela casa, fraldas na gaveta, um brinquedinho perdido ali no meio da sala. Pecinhas de lego, soldadinhos, um quarto decorado de formula1. Quero um serzinho de 1m enfiado num quimono, puxando uma mochila do ToyStory, indo pra escola. Quero um sorriso desdentado, um adormecer nos meus braços, um pezinho que cabe na palma da minha mão.
Quero esquecer o tic-tac do relogio dos hormonios, quero apenas ter meu menino, na melhor hora da vida, no momento que o universo conspirar, quando todo o conjunto da realidade for propicio. E, como nos contos de fadas, ser feliz para sempre.
*Frase da musica Pais e Filhos - Legião Urbana
Image: Google
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Sobre meu onirismo...
Eu fabrico cenas, ponho cor nelas, incluo diálogos, imagino reações, sorrisos, abraços, às vezes até uma rodopiada digna de filme, pitadas de clichê.
Minhas cenas tem trilha sonora, tem temperatura, tem cheiro, tem vento.
Às vezes nas cenas que eu fabrico tem coreografias, karaokê, um romance, uma saudade, um sonho dentro do sonho.
Em minhas cenas existem todos os "eus" que não sou. Posso ser quem eu quiser. Posso mandar, desmandar, ser mandada. Posso ser a frágil e a fortaleza. As cenas são só minhas, mas nunca estou só nelas, embora, fora delas, a solidão seja minha companheira.
Meu universo particular se transforma num mundo onirico impenetrável, sigiloso. Meu segredo, minhas cenas, minha fabrica de ilusões. Lá sou sempre bela, sempre magra, sempre amada, sempre feliz. Lá existe alguem que canta You Are So Beautiful olhando nos meus olhos, numa noite de luar, com o som das ondas quebrando de fundo, o vento mexendo meus cabelos.
No meu onirismo há festa, seja uma festa a dois, seja uma festa de um monte de gente. Os sorrisos são constantes, a paz impera.
No meu doce delirio, o ar é fresco, as toalhas estão limpas, as luzes nunca empalidecem. O som é sempre puro, o sexo é sempre bom e apaixonado. As amizade são verdadeiras. Lá dinheiro nunca é problema, e a falta dele simplesmente não existe.Os sorrisos são sinceros. E a parte boa da historia sempre prevalece sobre a ruim.
Não há solidão. Não há grito mudo. Não há lagrima que não seja contida por um beijo cálido. Não há vazio que não encontre amparo num abraço quente. Não há cama vazia.
No mundo criado por mim, os dias tem sabor de macarronada, um sabor suculento, morno, com pitada de manjericão. Há brownies de chocolate com nozes. Há jeito de Natal. Há um vestido com bom caimento. Há barulho de taças que brindam.
Nas minhas cenas um dia eu acordo, e ao abrir os olhos percebo que vivo no sonho. Num sonho real. Numa realidade doce.
E, se parar mesmo pra pensar, já vivi, e sinto que viverei ainda, muitas dessas cenas e que, embora na realidade elas durem menos do que na mente, catalogo todas e posso reprisa-las no coração.
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Sobre os homens...
E ai que esse inicio de semana eu fiquei pensando o que faz um amor ferido né?
Tá, eu já passei por isso. Já juntei os caquinhos do coração, já fiquei noites sem dormir, já quis entrar para a congregação das carmelitas descalças, noivas de Jesus (não o Luz), já disse que nunca mais esse coração bobão ia se apaixonar, já desacreditei de todos os homens, já quis que todos fossem abduzidos, enfim...Já me decepcionei sim, já senti medo sim, já desacreditei do amor sim (e acho até que continuo meio desacreditada) mas eu continuo acreditando no ser humano.
Não acho que todos os homens sejam uns putos, uns mentirosos, mal carater, sem sentimento. Tô tão cansada desses rotulos que grudam neles que já ando perdendo minha serenidade caracteristica de tanto escutar essa ladainha.
Quer saber?! A maioria dos homens são autenticos.
Se querem sexo, falam logo, demonstram logo, você é que fica esperando demais! Que imagina logo o casamento e a carinha do primeiro filho. E sexo não é um trem ruim minha filha, se joga (com consciencia) não faz a donzela não...isso é tão last season. Porque se o cara quiser só isso mesmo não adianta, pode passar 1 ano quando acontecer ele vai sumir no dia seguinte. #Fato. Seja bem resolvida.
E puts, vai me dizer que mulher também não sente só tesão? O problema é que confunde com paixão e ai f#de tudo.
Vai dizer que mulher também não mente?
E porque é dever dele ligar? Mandar SMS? Demonstrar interesse e se demonstrarem perdidos de amor na primeira semana?! E se não demonstrarem? E se viajarem no dia seguinte daquele beijo apaixonado e não mandarem nem sinal de fumaça? Se estiverem envolvido com projetos de trabalho, com aula, com a vida, isso quer dizer que são cafajestes?! Que não valorizam você??
Não..quer dizer apenas que eles tem foco, que são bem resolvidos, que tem uma vida pra tocar e que você pode vir a dar um up nessa vida, mas não virar o umbigo do universo particular deles.
E quer saber?? Siga o exemplo!
Enquanto ele não te liga, enquanto ele não te leva para ver as estrelas...Viva a sua vida. E vida bem.
Que urgencia é essa que as vezes nos toma? Vontade subita de ter achado "o amor". Vaidadezinha mediocre de ser o centro das atenções, de se sentir querida. Orgulho infantil. E falta de confiança né? Porque se você sofre esperando o gato lindão te ligar e paralisa sua vida por isso é porque tá faltando um tiquinho de amor próprio ai debaixo desse look da moda, desse cabelo bafo, dessa make de arrasar. E amor próprio, bom humor e tranquilidade é o que esses caras mais curtem...além de boca e cabelo, peitos e poses e apelos.
Todo esse blábláblá aqui porque tenho uma amiga (queridissima por sinal) que não troca o disco. Na cabecinha dela se o cara tá a fim ele gruda em você, ele larga o futebol, ele liga direto pra você, ele viaja no feriado para uma cidadezinha do interiorrr e te manda email pra dizer que está com saudade, ele larga a aula, ele te venera...E quer saber? Se isso acontece com algum cara interessado em mim eu ligo pro 190 porque deve ser algum maniaco.
Mas com ela não adianta discutir. Os homens não prestam, mentem, e tudo o que falam são mentiras deslavadas.
Dificil né?
Ah quer saber? Eu acredito. Se mentem é porque perdem a excelente oportunidade de me demonstrar que vale a pena acreditar, não nos homens, mas na pessoa que esta ali me dizendo aquele tanto de coisa. E se quer que seja assim, ok...não vale a pena e vamos adiante porque se especie humana não tem mais salvação, o individuo tem.
Não há protocolos, não há comportamento padrão. Eu me recuso a acreditar nisso. Me recuso a denifir um guia de atitudes a ser seguido pelos homens para que sejam considerados confiáveis tal qual faz minha amiga.
São humanos, mais práticos que nós, mas cheinhos de sentimentos, de carencias, de sonhos, de tesão...assim que nem a gente.
Ah homens, eu gosto de vocês... =)
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Vamos falar daquilo?
Cena 1
Outro dia peguei um taxi. Chovia. Carro com ar condicionado, cheirinho de limpeza no ar, uma musica romantica orquestrada tocando.Um ambiente gostoso onde eu pude relaxar e fazer o percurso em meio ao transito caotico até a Pós.
Conversa de motorista de taxi é um clássico mas os causos que o senhorzinho de 63 anos que conduzia o taxi me contou deixaram-me boquiaberta.
Enfim, o tema da conversa era um só: sexo!
Ele me contou sobre a namorada, as preferencias, as rotinas, como era com a esposa, como era com a namorada e enfim...Não sei de onde ele tirou tanta intimidade...Vez ou outra, quando via que pegava mais pesado, se virava pra tras e me pedia desculpas meio que surpreso com sua compulsão em falar de um assunto tão, digamos, picante.
Sinceramente, sexo não é tabu pra mim. Eu falo disso na boa, mas vamos combinar que não é bem um assunto tão normal pra ficar se conversando com um senhor de 63 anos que esta dirigindo o taxi que você acabou de entrar.
No dia eu achei bem estranho, e contando pra minha amiga as coisas que eu ouvi, rimos muito da loucura que foi. Sim, porque o senhorzinho não conversou comigo sobre sexo, o velhinho me contou os detalhes sordidos da vida sexual dele. Pensa o que é isso?!
Então...Pausa nessa historinha.
Cena 2
Tenho um amigo super querido (já falei dele aqui) que simplesmente ama falar de sexo comigo e não é aquela coisa vulgar não. É algo natural, como conversar sobre a conjuntura econômica do país, e, como eu disse, não tenho problema nenhum com esse assunto. Acho que ele foi a primeira pessoa com que eu falei tão abertamente sobre aquilo, foi com ele que me soltei, que aprendi a ouvir um homem falando de sexo na boa, sem piadinhas picantes e vulgares, mas com cumplicidade e, sem estar na cama, nu, suado, com tesão, mas sim numa tarde, tomando chá mate com limão e deixando o vento assoprar nossos cabelos e, claro, ele de vez em quando com aquele sorrisinho malicioso que faz o lábio tremer...ah se não fosse amigo.
Cena 3
E falando em amigo, lembrei de outro. Outro amigo. Aliás, teho que falar dele aqui...mas enfim,o tema é outro. Então, esse outro amigo já foi categorico em dizer que ama falar do assunto comigo. Claro que ele é diferente do amigo que falei ali em cima. Mas acho curioso porque alem do assunto render e a gente ficar cada dia mais intimo, o assunto passa muito longe da vulgaridade, é capaz de mandar o cansaço embora. É como conversar mesmo sobre um filme bom, uma comida preferida, um livro que prende a atenção. E numa dessas conversas foi que ele me fez a declaração reveladora: eu dou tesão! PQP, como assim? Sem nem abrir a boca?! Sim, sem sequer abrir a boca...assim como pessoas motivam você a ser positivo, ou te dão coragem de pular de paraquedas eu dou tesão...Sendo normal assim como você cara leitora que lê esse humilde blog...
Cena 4
Pego o táxi. Sem musica orquestrada. Sem ar condicionado. A noite está um pouco fria. É vespera de feriado e o transito está com aquela agitação caracteristica de quem está deixando a cidade. Como estou indo para casa de uma amiga para ir à uma baladinha com uma turma, levo uma bolsa maior com os cacarecos femininos indispensaveis, o que me dar um ar de viajante de feriado.
O motorista deve ser da minha idade, talvez um pouco mais velho ou um pouco mais novo..diferenças não gritantes. Pelo retrovisor me vê, frenética, mandar SMS pelo celular sem ligar a minima para o que passa em volta. Logo dá um jeito de me deixar sabendo que chegou de Londres há 1 ano onde morou por 6. Daí pro assunto chave foi um pulo. Em poucos minutos estava me contando sobre a diversidade de preferências sexuais dos turcos, franceses, ingleses, portugueses. Eu, pouco interessada, só ouvia enquanto me perguntava: "porque?"
Ai em seguida começou a falar dos brasileiros e afirmou, convictamente, que o cara que descarta a garota que transa no primeiro encontro é um vazio, um otario, e bla-bla-bla e que todas as mulheres - inclusive eu - podia aproveitar bem a noite e se entregar para um cara pelo qual sentiu algo especial porque no dia seguinte ele não vai pensar nada demais e é capaz até de se apaixonar.
Alguem é capaz de imaginar minha cara a essa altura?
Nesse dialogo me limitei a fazer pequenas interjeições porque, uma pergunta não saia da minha mente:
Eu inspiro sexo????
Olha, eu não tenho problemas com sexo.
Nem com fazer, nem com falar, nem nada disso.
Me considero de certa forma bem tradicional,ou seja, não sou de aventuras e não tenho nada espetacular para contar. Não sou puritana, mas também não sou nenhuma bitch.
Depois que emagreci, e, principalmente, depois que terminei meu relacionamento percebo que, modéstia a parte, fiquei mais atraente. É uma energia natural, simples, sem fazer a periguete...de calça jeans folgada e camiseta eu tenho um ar sedutor porém, grifem, natural!
E tenho percebido que eu atraio esse assunto...já atraia antes (lembrei de um colega de trabalho me contando os problemas de cama dele com a esposa) mas agora isso tá por demais escraxado.
Eu só emito opiniões e comentários a respeito com quem me é muito proximo, com que eu partilho de uma amizade e, principalmente, de uma cumplicidade...mas tô boba de ver que no táxi, no salão e daqui a pouco no ponto de onibus, no mercado, no verdureiro, ao inves de comentarem comigo sobre o BBB estão puxando papo de sexo, e nem é nada baixo e ofensivo não...conversam como se falassem de futebol.
Pra mim isso é tudo muito novo, porque acaba que estou ficando com uma experiencia teorica vasta cuja a fonte não podia ser melhor: o sexo oposto, a massa, eles mesmos - os homens!
E sabem o que percebo? Eles sentem falta de saber o que se passa aqui do outro lado da relação. Estão sim querendo saber o que a gente pensa, gostam de mulheres que gostam de sexo e não tem problema em assumir isso, e, cansado de fazerem a corte, querem isso poder fazer do sexo algo natural assim como tomar sorvete, olhar a lua e todos aqueles clichês que nos fazem suspirar.
E sabe que conclusão eu chego?! Se parassemos com tanto #mimimi e não tratássemos o sexo como um campo misterioso, um jogo cheio de artimanhas, um trunfo, talvez conhecessemos nossos parceiros mais a fundo.
Talvez a gente não precisasse ficar lendo Nova pra saber o que se passa na cabeça deles, e nem perdendo uma parte do tempo especulando com as amigas sobre o que eles vão fazer, e bla bla bla...Se tentassemos estabelecer o dialogo com os proprios, talvez não resolvessemos todos os misterios, mas a probabilidade de estabelecermos elos mais consistentes e claros eram maiores e talvez parariamos de pensar que homens são todos iguais (porque, na boa, não são todos iguais não!)
Não to falando para conversarem sobre sexo no café da manhã com seu colega de trabalho gato, ou tratar o assunto como se fosse um tutorial de maquiagem, nem tampouco sugiro que decorem o kamasutra e pratiquem com o primeiro cara com tesão que aparecer na sua frente (até porque sexo bom é sexo com o cara que você ta a fim e sexo bem feito, sem muita acrobacia). Estou sugerindo que o sexo seja desmistificado.
Que é um momento especial, que o sexo casual é algo para quem tem o dom de fazer, todo mundo sabe...Aliás, cada um sabe da sua vida e não estou aqui para opinar sobre isso.
Mas falar do assunto com mais leveza é bom. Vejo amigas que fazem até o que o diabo duvida entre 4 paredes mas tem vergonha de pronuncia a palavra sexo.
Eu gosto sim e aposto que você também. Invejo os caras que curtem o momento sem ficar sonhando com a parte clichê. Amei o filme Sexo sem Compromisso e, falando de filmes, assim como sugere o Entre Lençois, não tem lugar melhor pra conhecer uma pessoa do que na cama, mas de nada adianta lingeries sexies se você não consegue tratar o assunto com tranquilidade.
Sexo é intimidade e nada melhor que saber o que se passa na cabeça do moço para criar com ele aquela empatia que fará tudo ser bem mais gostoso.
De qualquer jeito, apesar de somente emitir essa minha opinião para quem permite (porque sim, tem as que se eu falar sobre esse fato vão me crucificar e pensar que sou a Carol Surfistinha), essas conversas que ando provocando me deixam alerta , que raio de imagem eu ando passando heim?! PQP, só tirando a burca do armario!
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Um piquenique
Eu li, um dia aí, que a vida é como um piquenique.
E se você ler essa afirmação rápida vai logo imaginar um dia ensolarado, um campo de grama verdinha, toalha xadrez estendida, cesta de vime, guloseimas lindas e deliciosas, uma jarra de suco, talvez até alguns girassóis...
Mas não é essa a reflexão que o autor da frase quer despertar.
A vida é como um piquenique...e, como um piquenique, a vida passa...a manhã ensolarada se vai, chega a noite. Por isso é importante não desperdiçar a manhã ensolarada com discussões e preocupações pequenas. Por isso é importante aproveitar o sol ao invés de reclamar que está quente demais.
A vida passa, se esvai, termina..E isso, é antes de um lembrete de morte, um aviso de que absolutamente tudo é transitório, independente do tempo que dure...um dia acaba.
Acho que demorei muito para aceitar isso.
Sofria em pensar que um dia meu momento feliz ia acabar. Por mim, durante muito tempo, apenas a doença, a infelicidade, a tristeza tinha fim. Mas não é assim. A vida é pura transitoriedade. E é a partir daí que descobrimos como ser felizes, donos de uma felicidade real pois só essa é capaz de se manter incólume as intempéries.
Não que você vá ficar feito bobo, rindo em momentos cruéis, difíceis...mas se você é dono de uma felicidade mais profunda e desapegada, é possível manter a serenidade e saber respirar quando todo o oxigénio desaparecer. E a isso chamamos de maturidade.
Só sabemos valorizar cada pedacinho de dia quando sabemos que os 60 segundos que ele dura nunca mais voltarão. Os outros 60 segundos serão novos, diferentes e até durarão a mesma quantidade de tempo que o anterior, mas nunca será o mesmo que passou.
As coisas acabam, as ruins, e as boas. Tudo tem fim e nada de trágico tem nessa afirmação.
Isso é apenas um alerta, para você aproveitar com consciência o que está vivendo agora, seja doce ou seja pesado demais. Tudo trará uma nova experiência e a soma de todas elas fará diferença no futuro.
Conquiste sua real felicidade sem atrela-la a nada que não esteja dentro de você e do seu coração, porque tudo o mais é perecível.
A vida é como um piquenique, então não discuta onde estender a toalha, nem reclame se o pãozinho ficou assado demais, apenas desfrute a beleza do lugar, respire o ar puro, contemple o campo verdinho. Seja feliz.
Imagem: We heart it
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domingo, 27 de março de 2011
Declaração de amor..para minhas amigas!
Uma dessas pecinhas que me acompanham nessa jornada me faz ,a cada dia, sentir mais alegria pelo nosso encontro. E ai escrevo esse post para, falando nela, dizer a todas as minhas poucas e amadas amigas o quanto são especiais pra mim (parecem que esquecem disso!)
Bem, mas deixa eu contar da Raqs.
A encontrei numa viagem, uma viagem de um pouco menos de 1.500 km....23 horas na estrada.
Estavamos sentadas num busão em lados opostos, eu na janela da direita, ela lá do outro lado, na diagonal, janela da esquerda. Ambas de óculos escuro, com a cara enterrada em um livro, com os ouvidos ocupados pelos fones do ipod.
Umas 5 paradas depois, estavamos tomando picolé e ela quebrou o gelo e me perguntou se eu não topava rachar um taxi com ela da rodoviária para o centro da cidade para onde estávamos indo.
Precisa dizer que a partir daí não deixamos de nos falar nunca mais?!
Ficamos juntas lá na cidade, acabei mudando minha passagem para 1 hora mais cedo e voltei com ela. Outras viagens apareceram e fomos juntas, e iremos juntas na próxima.
Descobrimos gostos em comum, problemas em comum, traumas em comum, pensamentos em comum e naquilo em que discordamos uma da outra, aprendemos...sim, porque a gente discorda em muita coisa, mas a gente se permite discordar e aprender o que é dificil pois nem todo mundo está disposto a olhar determinada situação sobre a ótica do outro.
Não nos vemos todos os dias, mas nos falamos todos os dias, nem que seja por SMS.
Compramos esmaltes juntas, nos maquiamos, falamos sobre os nossos casos amorosos, rimos até doer a barriga, dividimos conta do restaurante, fazemos o lanche da madrugada pós balada, frenquentamos os provadores das lojas juntas, trocamos roupas, uma cuida da outra, sempre.
Ela é diferente de mim, meu oposto. É agitada, neurada, louca, ligada na tomada...eu sou tranquila, calma, zem, com um sorriso sereno, achando graça de tudo...Ela faz o estilo rock in roll, pin up...eu faço o estilo fashionista basico arrumadinho despretencioso...e a gente vai se completando, rindo muito, curtindo a vida...uma acalmando a outra, segurando a onda, vivendo.
É minha amiga...mais uma amiga querida na acepção total da palavra...e isso me faz pensar em como a amizade é preciosa, nos engrandece, nos conforta, nos alegra e como, muitas vezes, a gente é displicente com esses anjos que riem com a gente, que choram com a gente, que nos acompanham - de verdade - nessa jornada chamada vida. Como eu fui displicente...
Perdoem, minhas amigas...todos os almoços que eu desmarquei, todos os aniversarios que faltei, todas as despedidas que fiquei de fora, todas as baladinha only for woman que deixei de ir, por causa de um relacionamento doente que eu teimava em romantizar...
Amizade é a cereja do bolo sim! É o que no final faz a vida ser bacanuda! Ou vai me dizer que você ta aí feliz sozinha?
Falando em amigas, não posso deixar de mencionar que nessa blogosfera já conheci pessoas tão especiais e importantes quanto as que moram por aqui, no bairro do lado.
Nessa vida "virtual" que de virtual mesmo não tem nada, conheci uma moça em especial, alguem que já acompanha minha vida há mais de 5 anos...que me "viu" chegar em BH, que me "viu" sonhar, chorar, sorrir mas que, de fato, nunca me viu. Mas "ver" já não é essencial pois já conseguimos chegar ao coração uma da outra...E ela está sempre comigo, Rio-DF-POA...todas essas cidades me lembram dessa figura linda que também alegra minha jornada e que esse ano... ah, esse ano não acaba sem que eu a encontre e dê um mega abraço nessa moça.
Bia, eu vim aqui escrever sobre uma figuraça que acompanha minhas aventuras diárias ao vivo e a cores, mas falar em amiga e não falar em você é como ir ao Rio e não vê o Cristo. Então aproveito a chance pra usar as palavras de Vinicius e dizer que "tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos; não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles", e você é uma dessas pessoas.
Namorar é bom, sexo é bom, frio na barriga é bom...mas ter amigas para rir de tudo no final...Ah, isso não tem preço. "E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Post antigo: Colecionando arranhões
Eu guardo embalagem fofinha de produto.
Guardo cartas, bilhetes, cartões, papeis de bala, postais.
Guardo mapas, bilhetes de passagem, tickets de museus, ingressos de shows, folders de espetáculos.
Eu guardo caixas vazias de presentes, papeis de seda amassados, sacolas de lojas phynas, fitas de embalagens.
E eu também guardo algumas mágoas, alguns arranhões, algumas palavras rudes que me feriram os ouvidos e o coração.
Sim, eu já tentei ser perfeitinha e não ter rancor no coração, mas não deu certo. Embora isso não influencie meu humor, muitas vezes me faz sentir dor.
Minha mãe sempre disse que ingratidão tira afeição.
Ultimamente tenho vivido isso na prática.
De tanto ouvir palavras que me ferem, ando perdendo o afeto por alguem que já foi mais especial do que é hoje. E se fossem só palavras...tem atitudes também.
Sanit Exupery falou em cativar..E acho que cativar é exercicio diário, mas não anda rolando..não por aqui, não em relação a esse alguém que cativa na quinta, e no domingo joga uma pá de cal. Não anda rolando da minha parte também que tenho falado mais nãos sinceros do que sims, que tenho ficado mais sozinha por opção do que acompanhada. A companhia já não me é tão prazerosa e feliz, talvez porque eu não confie mais na sinceridade do prazer dele. Tenho, ainda que involuntariamente, me lembrado de datas infelizes do passado...e ando vivendo o inferno astral, porque faz 1 ano e qualquer deslize agora ganha um contorno maior..me cansa, me doi.
Eu sei que tenho muito a crescer, a aprender, a amadurecer. Tenho que parar de ficar lembrando de coisas que me magoaram. Eu sei que ainda me magoa porque eu gostaria que fosse diferente...que ao menos a pessoa se enxergasse, que se olhasse por fora e se desculpasse ao invés de eu ter que ser sempre compreenssiva.
Mas eu ando cansada. Cansada até para crescer, me mostrar superior, e contar até dez.
Um pouco de empatia do outro lado, não faria mal. Explicar o óbvio me entedia.
____________________________________________________
NOTA: Escrevi esse desabafo em 28 de setembro de 2010, escrevi e arquivei. Exatamente 1 mês depois o cansaço chegou ao ápice e eu me livrei do fardo com alegria. Tenho sim que aprender, não a ser mais tolerante, isso eu já fui demais. Tenho que aprender (e já aprendi) que a prioridade nessa vida sou eu. Ah e eu cresci e minha felicidade que andava sufocada agora voa livre como passarinho. Explicar o óbvio me entedia. ;-)
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Uma eu, mil estilos
O SPFW já acabou, o verão tá se depedindo, as tendencias outono/inverno já começam a surgir e com isso os shoppings fervem em suas liquidações para limpar o estoque de final de ano e colocar nas vitrines o que se usará nas estações mais frias (e elegantes) que existem.
Eu, que não sou boba nem nada, nesse final de semana sai garimpando os shoppings da cidade atrás de roupa de ginástica...sim! Nada de roupa para trabalhar, badalar, ou ir ao cinema...mas sim roupa de malhar, suar e ficar esbaforida.
Fico muitro surpresa como é que a moda ginástica é cara, são roupas que, devido ao uso, não tem uma durabilidade muito longa, mas puts! Agridem meu bolso. E cá pra nós, não há lugar que transpire mais sensualidade que a academia, então, nada de ir malhar com bermuda velha e camiseta de propaganda, um pouco de charme, ainda que suada e descabelada, não fazem mal a ninguem.
Bem, daí que acabei renovando legal meu armário fitness, consegui leggins de suplex por um precinho camarada e, como a gente sempre volta pra casa com algo a mais do que de fato saiu pra comprar, achei essa saia da Maria Bonita Extra para C&A por R$9,90 (Sim, sim, nove e noventa , custava R$ 79,90), e ela já está residindo, feliz, no meu armário.
Ai, que entre sacolas e sacolas, com direito a pausa para o cafezinho expresso (de sempre) lembrei de uma coluna da Danuza Leão que li recentemente onde ela se questionava sobre qual seria o seu estilo em uma época em que o mandamento é que cada qual defina o seu.
Depois que eu li tudo o que ela escreveu (e muito me identifiquei com suas palavras), fiquei também me questionando. Qual o meu estilo??
E sabem a que conclusão cheguei: Não tenho.
Claro que não vou usar coisas que - particularmente e me perdoem as adeptas - considero bizarro como calças saruel, uns tamancos que batizaram de clogs, roupas fluor e meia arrastão, mas daí a me carimbar com um estilo só acho dificil.
Às 6h visto o estilo maratonista, às 9 o estilo executiva, às 19h o estilo malhadora gostosona, sem falar nos dias de barzinho, nos dias de calor, nas tardes de compras, na visita a casa da tia mais velha, no passeio com os sobrinhos pequexitos, nas idas ao psicologo (que, sei lá porque, preciso vestir o que for mais confortável porque se a roupa estiver muito apertada, curta, quente ou coisa parecida, a terapia não desenvolve), enfim...
Se abrir meu armário pode-se montar vários estilos, do roqueiro teen à mulher elegante, da garota de praia à garota fashion, do casual ao chique.
Nisso tudo fico pensando que a moda só faz sentido se ela conseguir traduzir quem você é naquele instante em que veste a roupa, porque, se for o contrário, se você esperar que a roupa faça de você alguem que você não é, a elegancia sucumbe.
Eu não entendo muito de moda, aliás nem perco meu tempo olhando nada sobre SPFW mas considero que me visto muito bem, acompanho as tendencias mas não aguento seguir as receitas preditadas. De todo jeito penso que o que não pode acontecer é a moda virar camisa de força, onde você seja obrigada a ter um estilo e esse tal de estilo estar ligado à roupa que você veste.
Estilo é mais que usar saia comprida ou saia curta, estilo é ter personalidade em segurar aquela produção sendo quem você realmente é. E, cá pra nós, quando se trata em vestir o figurino, nunca somos uma só...ainda bem, porque eu não ia conseguir levar para a academia a mesma pessoa que levo para as audiencias, nem tampouco levaria para a praia o lado Carol que vai às aulas de Pós.
Mas se é pra ter um estilo, afirmo que meu estilo é ser feliz e se a felicidade passa perto de estar me sentindo bem com a roupa que estou me vestindo então entre tantos estilos, cada um tem os seus milhares.
Eu, que não sou boba nem nada, nesse final de semana sai garimpando os shoppings da cidade atrás de roupa de ginástica...sim! Nada de roupa para trabalhar, badalar, ou ir ao cinema...mas sim roupa de malhar, suar e ficar esbaforida.
Fico muitro surpresa como é que a moda ginástica é cara, são roupas que, devido ao uso, não tem uma durabilidade muito longa, mas puts! Agridem meu bolso. E cá pra nós, não há lugar que transpire mais sensualidade que a academia, então, nada de ir malhar com bermuda velha e camiseta de propaganda, um pouco de charme, ainda que suada e descabelada, não fazem mal a ninguem.
Bem, daí que acabei renovando legal meu armário fitness, consegui leggins de suplex por um precinho camarada e, como a gente sempre volta pra casa com algo a mais do que de fato saiu pra comprar, achei essa saia da Maria Bonita Extra para C&A por R$9,90 (Sim, sim, nove e noventa , custava R$ 79,90), e ela já está residindo, feliz, no meu armário.
Ai, que entre sacolas e sacolas, com direito a pausa para o cafezinho expresso (de sempre) lembrei de uma coluna da Danuza Leão que li recentemente onde ela se questionava sobre qual seria o seu estilo em uma época em que o mandamento é que cada qual defina o seu.
Depois que eu li tudo o que ela escreveu (e muito me identifiquei com suas palavras), fiquei também me questionando. Qual o meu estilo??
E sabem a que conclusão cheguei: Não tenho.
Claro que não vou usar coisas que - particularmente e me perdoem as adeptas - considero bizarro como calças saruel, uns tamancos que batizaram de clogs, roupas fluor e meia arrastão, mas daí a me carimbar com um estilo só acho dificil.
Às 6h visto o estilo maratonista, às 9 o estilo executiva, às 19h o estilo malhadora gostosona, sem falar nos dias de barzinho, nos dias de calor, nas tardes de compras, na visita a casa da tia mais velha, no passeio com os sobrinhos pequexitos, nas idas ao psicologo (que, sei lá porque, preciso vestir o que for mais confortável porque se a roupa estiver muito apertada, curta, quente ou coisa parecida, a terapia não desenvolve), enfim...
Se abrir meu armário pode-se montar vários estilos, do roqueiro teen à mulher elegante, da garota de praia à garota fashion, do casual ao chique.
Nisso tudo fico pensando que a moda só faz sentido se ela conseguir traduzir quem você é naquele instante em que veste a roupa, porque, se for o contrário, se você esperar que a roupa faça de você alguem que você não é, a elegancia sucumbe.
Eu não entendo muito de moda, aliás nem perco meu tempo olhando nada sobre SPFW mas considero que me visto muito bem, acompanho as tendencias mas não aguento seguir as receitas preditadas. De todo jeito penso que o que não pode acontecer é a moda virar camisa de força, onde você seja obrigada a ter um estilo e esse tal de estilo estar ligado à roupa que você veste.
Estilo é mais que usar saia comprida ou saia curta, estilo é ter personalidade em segurar aquela produção sendo quem você realmente é. E, cá pra nós, quando se trata em vestir o figurino, nunca somos uma só...ainda bem, porque eu não ia conseguir levar para a academia a mesma pessoa que levo para as audiencias, nem tampouco levaria para a praia o lado Carol que vai às aulas de Pós.
Mas se é pra ter um estilo, afirmo que meu estilo é ser feliz e se a felicidade passa perto de estar me sentindo bem com a roupa que estou me vestindo então entre tantos estilos, cada um tem os seus milhares.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Em stand by
O Blogger está de complô contra mim e não estou conseguindo postar!! Fazer upload de imagem então é impossível, assim, peço desculpas pela falta de post e principalmente por esse post de hoje ser sem imagem alguma.
Alguem está com esse probleminha por ai?
Tenho um amigo querido que insiste para que eu dê uma nova chance ao amor. Árdua tarefa a dele em me convencer de que vale a pena sair da minha zona de conforto seguro para por a cara novamente a tapa. Embora eu saiba que na vida não há garantias e que a lei da transitoriedade é que rege todo o universo que nos envolve, eu prefiro me manter quieta por aqui e fugir velozmente de qualquer ameaça de aproximação a mais com o sexo oposto.
A verdade é que eu não quero mais um amor qualquer...um amor raso, egoista, pobre, unilateral. Quero alguem com quem eu possa brincar de descobrir desenho em nuvens, a quem possa contar meus pesadelos e minhas coisas fúteis, uma pessoa que eu possa arrancar a roupa, fazer o que eu quiser, perder o juízo*, ligar às 3 da manhã e ficar tranquila, tranquila. Quero um amor maior que eu. Mas não agora, não com tanta pressa, não sem que eu tenha curtido a doce liberdade da solteirice, não sem que eu tenha desfrutado da conveniencia do coração vazio. Não amor, ainda não. É preciso que eu durma o numero suficiente de noites para compensar todas as que eu passei em claro, é preciso que eu me cure da gastrite, que eu sorria mais porque fazia tempo que eu não dava tanta gargalhada, que eu dance até sentir os joelhos formigarem. Quero ainda curtir meu magnetismo pessoal, atrair olhares, dar sorrisinhos de esguelha, abraçar vários corpos sarados e desejosos, quero curtir um sábado só meu, ver todos os filmes que me der na teia, viajar e sair sem ter que falar nada pra ninguem.
Quando ele vier, o amor, que venha para compartilhar tudo o que eu conquistei nessa fase feliz do reencontro comigo mesmo, que venha para somar, que traga uma porção de sorrisos na bagagem, muito tesão no corpo, muito bate papo para tardes de sábado a toa jogados em qualquer lugar, uma boa dose de cultura, seja vazio de vicios e radicalismo, seja despido de narcisismo. Seja leve, feliz, bem resolvido.
Mas, por enquanto, deixa o amor lá, vivendo suas experiencias , seus causos, construindo sua história para me contar quando a gente finalmente se encontrar. E eu, por aqui, marcando encontro com a unica pessoa que me interessa: eu mesma.
Quanto ao meu amigo, que me olha intrigante e me sorri de esguelha, misterioso, ansioso pelo fim do meu "celibato", que compartilha comigo os mesmos gostos por esportes, filmes, livros e viagens, que repara na marquinha do biquini e perde o olhar em mim enquanto eu falo sem parar, que se irrita com charme com as bobagens que eu falo e ralha comigo, que se diverte com minhas histórias cinematográficas, que aprende e muito me ensina, quanto a essa pessoa tão especial só posso dizer que ele é a prova viva de que a vida - arte do encontro em meio a tantos desencontros - sempre tem surpresas agradáveis reservadas e que tudo se torna muito mais alegre quando se tem pessoas especiais, felizes e bem resolvidas nos acompanhando nessa grande jornada.
*os mais atentos devem ter notado a adaptação da música do JQuest no iniciozinho do 2o parágrafo. Fica aqui registrado os créditos :-)
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domingo, 30 de janeiro de 2011
Sobre pessoas
Se há uma coisa que chama minha atenção, que me faz pensar e que me delicia são os encontros que existem nessa vida, é o que as pessoas trazem e o que levam, o que deixam em nós, sua atuação em nossas vidas, seu papel, sua razão de estar ali.
A vida é uma ciranda, um carrossel, de repente se tem fulano, sicrano, beltrano do lado, de repente a roda girou e eles se foram, novos personagens apareceram e todos, sempre, são, simultaneamente, atores e expectadores desse filme particular chamado vida (cada um com a sua).
As pessoas me intrigam, chamam minha atenção. Vejo cada uma como um campo de estudo, um mapa a ser desvendado, um poço cheio de mistérios e revelações a espera. Perceber quais são seus reais valores e quais são os valores apenas propagados mas não, de fato, vividos. Algumas pessoas me alegram profundamente, outras me desgastam, me irritam.
E apesar de alguns encontros, independente do quanto durem, serem extremamente negativos, se eu parar para pensar friamente, chego a conclusão que nunca ninguem me decepcionou. As pessoas não me decepcionam, muitas vezes sou eu quem não consigo compactuar com suas fraquezas vis e não fui suficientemente atenta para capta-las a tempo de não lhe dar uma certa porção de confiança, amizade. Penso que qualquer tipo de excesso seja de soberba, maldade, auto confiança, convicção, é pura fraqueza e eu escolho tirar essas pecinhas humanas da minha história.
Contudo, há sempre os que me trazem alegria, que são capazes de despertar em mim o orgulho pela espécie, que são companheiros, parceiros, que me ensinam e aprendem, que me fazem sorrir.
O ser humano é fantástico e eu o adoro cada dia mais, ainda que nem todos sejam objeto da minha admiração apaixonada mas sim se tornem alvo dos meus sentimentos mais pobres (pena, raiva, etc).
Se fosse um ET largaria meu planeta de origem e viveria por aqui, rindo das atuações, ficando feliz pelas sinceridades mentirosas que não se sustentam por muito tempo. Adorando perceber que, ainda que não acredite muito no ser humano, ele ainda me é muito apreciável.
Nessa linha de pensamento a toa, acabo por gostar de relembrar os antigos coadjuvantes do meu filme, ver semelhanças entre alguns, observar os comentários dos novos sobre os antigos, aprender sempre com todos. Sentir saudades daqueles me trazem preciosidades: análises, novos sabores, experiencias, um conhecimento.
Há também os que nunca se vão e, como em um ensaio a 4 mãos, vão nos ajudando a escrever as páginas em branco. Esses são tatuagens na pele, não se apagam, e ainda que há milhares de kilometros (ou de anos) de distancia, ali permanecem, a cor dessa tatoo na pele e no coração talvez não seja mais tão viva, mas sua presença é indubitável.
Taí um post que surgiu assim do nada, andando na rua, com sol rachando e eu pensando nas pessoas tão especiais (e atuais) da minha vida e que não vejo há alguns dias (porque viajei e elas também); surgiu, também, da lembrança de que hoje é o aniversário de um amigo distante, que ficou lá atrás no tempo e no espaço. 40 anos, puts! Será que é ainda o mesmo!?
Ah as pessoas...Nunca nos decepcionam, nem nos surpreendem...no fundo apenas se revelam sendo o que no fundo sempre foram.
Se mudar é possível?? Ah, não sei. Possível é crescer, amadurecer, aprender...e a partir daí ser um novo. A essência sempre será a essência, às vezes um pouco melhorada, outras vezes rasa e não compatível com o que deveria ser.
Pessoas: encantos e desencantos nos encontros e desencontros sempre interessantes da vida.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Saudade das estrelas
Não as estrelas comuns que se espalham nas lojas, shoppings, imagens...não. Vou sentir falta das estrelas que tão lindamente decoraram a árvore de um shopping aqui pertinho da minha casa.
Estrelas que contemplei durante os últimos - estranhos - meses.
Estrelas que velaram minha insonia, assistiram minha alegria, testemunharam algumas borboletas voarem no meu estomago quando passava bem embaixo delas. Estrelas com as quais conversei, para as quais fiz pedidos, para as quais agradeci, estrelas.
Não podia ter simbolo mais forte para marcar essa fase da minha vida do que as estrelas. Gosto tanto desses seres estrelares que adornam o céu. Talvez porque eu acredite que nós mesmos somos estrelas, vagando num mundo, vivendo em conjunto, brilhando e algumas vezes se deixando apagar ou ofuscar pelo brilho incandecente de outras, uns são estrelas cadentes, outros estrelas de grandeza superior, e todas brilham, brilham de uma forma ou de outra...Aliás, o bom de ser estrela, é que sempre sempre voltaremos a brilhar, temos nosso lugar reservado no céu, giramos o mundo, somos únicos.
Esse ano recebi de presente essa decoração. Estrelas penduradas, embelezando meu olhar, meu caminhar, meu pesar e meu renascer. Uma decoração assim, colocada bem em frente minha janela, posta de forma que eu fosse obrigada a passar todos os dias sob ela.
Ora, se morar em cidade grande faz com que sejamos furtados de céus estrelados, eu, nesses ultimos meses de 2010, não tive do que me queixar. Ganhei um céu de estrelas que chamei de meu. Estrelas iluminadas, penduradas em um salgueiro e que para mim significaram mais do que adornos natalinos. Estrelas que são luzes do meu caminho, seta para a alegria, fonte de esperança;
Logo mais essas estrelas, dessa arvore, se apagarão, chegou a época de desarmar as árvores, encaixotar os efeites e eu já estou com saudades. Queria ter essa trilha de luzes bem vivas no meu caminho. Mas já vem outra decoração, logo mais é carnaval, e carnaval não combina com estrelas iluminadas...Elas serão apagadas, a árvore continuará sendo árvore, alta, frondosa, com um caule imponete para me lembrar que o carvalho verga mas não quebra.
Embora sem mais estrelas para iluminar a noturna volta pra casa, dentro de mim o efeito continuará vivo, iluminado. Mil estrelas acenderam-se no meu coração, duas mil e onze luzes de esperança e coragem clareiam meu caminho. E clareiam o seu também.
Belive.
Imagem: We ♥ it.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O ultimo post do ano
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Hoje, em muitos blogs, pipocará esse poema - lindo e atemporal - de Drummond. Destaquei só esse trechinho...mas o poema todo me inspirou nesse post, o ultimo de 2010, ano que, apesar de passar por uns momentos chatos, foi sim muito bom.
Mas daí que eu vejo toda essa comoção pelo ano novo e fico pensando: Você quer um ano realmente novo?
A esperança não basta, é preciso atitude, atitude para mudar o que tem quer ser mudado.
É preciso ação, um punhado generoso de coragem para romper com o que nos oprime e compromete nossa felicidade.
É necessário um pouco de despreendimento, de disposição para aceitar que o novo, embora traga consigo o fantasma do desconhecido, é a única forma de atingirmos o que ainda não vivemos - e desejamos viver.
O ano novo que começa - de fato - amanhã quando você acordar. É como um caderno cheinho de páginas em branco onde você terá, de novo, a oportunidade de escrever um novo - e produtivo - capítulo da sua história.
O que faz o ano ser próspero, o que faz você ter sucesso, realizações, um novo amor (ou o fortalecimento do amor antigo) não é a cor que você veste, os caroços de romã que coloca na carteira, as ondas que pula, o que os astros dizem, isso apenas alimenta a sua esperança. O que faz você conseguir aquilo que realmente deseja no novo ano é simplesmente: ação, isto é, sua atitude em prol dos seus desejos reais, sinceros.
Motivação pra sair do marasmo, coragem para agir, despreendimento para mudar o que deve e pode ser mudado, felicidade para viver, paz para enfrentar seus sofrimentos pessoais, serenidade para conviver, amor a sí mesmo para obter uma qualidade de amor superior daqueles que lhe cercam, disposição para enfrentar toda a batalha que é a luta diária pelas metas, é o que desejo a você em 2011.
Fonte: I♥it
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
No divã #2

Quem nunca foi ao consultório de um psicólogo e se submeteu a, hum..digamos, tratamento pode até ter algum tipo de preconceito (eu já tive muito), mas a verdade é que é algo do tipo ame ou deixe-o.
Se abrir à alguém que está ali durante 50 minutos (remunerados) para ouvir o que você tem de mais inquietante (ou não) pode ser um exercício mais árduo do que levantar 30 kilos no supino.
Você nunca viu a pessoa e de repente ela é capaz de ver (ou ouvir) coisas que ninguem vê ou que pelo menos você não gostaria que vissem.
Mas no fundo, embora seja um pouco assustador (para os mais timidos) a terapia deveria ser algo obrigatório. Deveria ser como ir ao ginecologista, ao dentista, à academia. Você não vai à nenhum deles?? Ok, deveria ser como ir à manicure...uma vez por semana você está lá.
Minha primeira experiencia com um profissional da área não foi tão legal. Embora ela tenha me dado um direcional e me ajudado (muito muito) a tomar uma decisão importante (não que ela tenha dito o que fazer...eles nunca dizem, a gente "descobre"), nas ultimas sessões em que eu fui ela bocejava e comecei a achar a minha vida e meus problemas entediantes demais...ia precisar de um outro psicologo pra me curar da psicologa enfadada, pensei. Então tchau Dra. Soneca...até outra crise de Freud!
Como minha mente muitas vezes parece uma grande armário desarrumado, com peças de inverno e verão totalmente misturadas, não demorou muito até que eu tivesse que procurar um outro profissional...e tem sido ótimo. Tem sido otimo procurar a ponta do novelo embaraçado e a sensação de leveza que eu tenho é muito parecida com a que eu tive quando consegui entrar numa calça 40.
Tem dias que eu saio do consultório como se tivesse, num dia de calor escaldante, dado um mergulho na cachoeira, deixando a água cair na cabeça...em outros parece que estou no meio de um palheiro procurando a agulha de 5 cm...mas em todos os dias, após 50 minutos de uma das conversas mais agradáveis que tenho durante a semana, saio de lá tranquila, me entendendo, me orgulhando do meu "eu", ainda que esse "eu" seja mais louco do que eu mesma possa imaginar (toca a música do Biafra: louco é quem me diz, que não é feliz...eu sou feliz!")
Fazer análise não significa ser fraco, ou ter problemas psicológicos...significa buscar se conhecer e usar o auto conhecimento a seu favor.
Se eu continuasse na roda viva da superficialidade, no cotidiano sem sentido, mecanico e automático, em que vivemos hoje, talvez tivesse continuado numa vida onde a felicidade seria uma busca utópica, uma realidade fictícia, um comercial de margarina...eu continuaria sendo protagonista de um reality show tal qual Truman em O Show da Vida.
Mas quando resolvi mergulhar no profundo mar da alma, do psiquê, do inconsciente, do meu "eu" ou seja lá como os profissionais da psicologia chamem o objeto de seu estudo, fui aos poucos quebrando a casca (grossa) do ovo que me aprisionava. fui desenhando meu novo contorno, explorando minhas falhas, fraquezas e fortalezas..fui abrindo os olhos, enxergando...acostumar à claridade não foi - nem tem sido - fácil. Mas por mais dificuldades, angustias, surpresas sempre se é mais feliz quando a gente se conhece, se aceita, se perdoa, se gosta, se namora.
Parece post de auto ajuda, mas não é não. É só um testemunho pra dizer que descobri um novo método estético que vai te deixar mais bonita e fazer você arrasar de verdade quando usar aquela cor de esmalte, aquela make importada, o primer, as clogs, open boots, scarpins, a moda do SPFW. Isso tudo fará mais efeito quando você puder ficar calada e ouvir o que o seu silencio lhe diz, se conhecer - e se orgulhar - do que tem por dentro. Vamos para o divã?! Senta aqui.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Sentindo...
Dizem que sentimentos não se explicam, basta senti-los e pronto.
Mas o que falar daqueles que simplesmente te tiram de orbita, que te fazem ter reações inesperadas e involuntárias.Aqueles sentimentos que fazem você dar um sorriso incontido.
Sentimentos que não fazem parte da rotina, do cotidiano.
Sentimentos que por mais que você fuja deles, não há como nega-los ou ignora-los. É quase uma vontade autonoma do seu corpo, do coração, do sorriso, das bochechas que coram.
Sentimentos que não são "certos" sentir. Que ficam guardados no intimo.
Que parecem uma festa secreta aqui dentro ..
Sentimentos que são fulgazes, eu sei...mas deliciosamente viciantes.
Sentimentos que vão embora sem provocar maiores efeitos, porque são como uma criança travessa que atravessa seu caminho na rua, acena pra você e te rouba o sorriso...
Sentimentos que tem que se desfazer e a unica coisa que deixarão são lembranças de uma sapequice do coração.
Sentimentos que se vão, assim, devagar, sem fazer barulho, naturalmente, da mesma forma que chegaram.
Imagem: Snapies
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