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sexta-feira, 6 de abril de 2012

a carta q nunca vai ser lida


Sei que você nunca vai ler isso aqui.
Não é a primeira vez que escrevo.
Pra você talvez eu ainda seja apenas uma lembrança, vaga ou não, guardada com mágoa e indiferença num recanto profundo da sua mente.
Eu queria poder voltar atrás, não, não...talvez voltar atrás não fosse a solução...seria eu mesma, seria a mesma menina mimada, cheia de caprichos, rainha de um súdito só.
Queria que fosse hoje, queria a porta aberta, queria a possibilidade de dizer um simples "perdoa-me".
Fui eu quem disse adeus. Sim eu sei. Fui eu quem magoei, quem subestimei, que descartei a pessoa mais especial que essa vida me trouxe...mas eu só soube disso agora.
Eu queria a segunda chance que dizem que todos nós temos. Não para tomar o lugar daquela que juntou seus caquinhos, que curou a ferida, que limpou a bagunça que fiz, mas eu queria a chance de ser pelo menos ser sua amiga.
Só você me conheceu.
Só você sabia me desvendar com o olhar.
Só pra você me entreguei sem medo, me despi do invólucro carrancudo, me mostrei, deixei alcançar meu lado mais sensível e vulnerável.
Só você sabia que não sou nada além de uma nuvem de fragilidades e incertezas disfarçada de rocha bruta.
Só você era capaz de desfazer meus medos, me salvar dos perigos, roubar gargalhadas, e eu te usava..te usava só pro meu prazer.
Eu errei.
Queria mais.
Amor, dedicação, companheirismo, não me bastavam...eu queria a vida, a independencia, os ares da cidade grande, o brilho, as novas possibilidades, queria tudo e nem percebia que o essencial eu tinha e que podia ter tudo sem precisar me desfazer do que já tinha.
Nunca fui a mesma sem você do lado.
Nunca contei isso pra ninguem...mas ir ao shopping, tomar sorvete, começar um projeto novo, vencer um desafio, ter uma alegria, viver uma tristeza, experimentar novas sensações, conhecer novos lugares, nunca foi a mesma coisa sem você...sempre, em tudo que vivi nos últimos 8 anos, faltou você.
E agora a distancia parece maior, há a distancia de uma vida, há uma morte que respira, uma dor, um desaparecimento, um nunca mais...
Não aceito a sua partida da minha vida.
Não aceito minha partida da sua vida.
E não sei se acredito tanto assim que vou superar essa falta que você me faz.
Eu não sei se alguem dia eu deixarei de me importar com seu desprezo e mágoa.
Não sei se acredito tanto assim que vou encontrar alguem ao lado de quem eu me sinta tão amada quanto me sentia ao seu lado.
Eu sei que vou encontrar alguém, mas não sei se vou permitir que ele mergulhe tão fundo no denso oceano chamado "eu".
Eu só queria que você soubesse que sinto sua falta....
Só queria que você soubesse que eu sinto sua falta....
Eu só queria que você soubesse que, sim, eu sinto sua falta...e que sinto sua falta principalmente nas noites silenciosas do meu coração...
E que sinto sua falta durante meus pesadelos diurnos...
E que sinto sua falta dentro da minha mais sincera gargalhada...
E eu só queria que você soubesse que onde eu estiver eu vou estar com você.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quero, mas não posso.

Eu andei fugindo, correndo o mais rápido que eu pude...
Evitei os seus olhos, respirei fundo, mantive o foco...
Repeti mentalmente todas as razões pelas quais devo resisitir aos impulsos que você me causa.
Tentei olhar para os lados, para os outros, para aqueles que só conseguem retirar de mim um sorrisinho simpático, nada parecido com o brilho no olhar, o rubor na face, o impeto do abraço que você desperta.
Tô tentando.
Tô tentando não gostar tanto de você. Tentando não querer nada mais que um cumprimento educado. Lutando para não me trair e ser flagrada por você enquanto te admiro de longe.
Tapei meus ouvidos para suas frases cheias de significados, seu sorriso enigmático, seu beijo no canto de lábio tão desafiador do meu autocontrole.
Não permito mais que você enconste a ponta do nariz no meu testando meu autocontrole porque ele foi atingido e já não sei mais se me pertence.
Tô tentando não pensar mais em você.
Tentando controlar minhas mãos que insistem em te buscar.
Tentando mudar de rua, trocar o percurso, sair do seu horário.

"Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar...."

.....mas agora não.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não é paixão.


Ah eu sei eu sei...Eu sei que teve gente que torceu, que imaginou posts cheios de coraçõeszinhos, que pensou que eu ia largar minha solteirice convicta e ia me jogar de cabeça na paixão.

Mas tal qual chuva de verão, passou! Tcharaaaammm

Continuo Frejat, repetindo como um mantra as frases das músicas dele eu procuro um amor que ainda não encontrei, diferente de tudo o que achei...

Mas não gente, não é paixão.

Foi só um momento, a imaginação...mas o interesse todo não vai além da doença incomum que temos. Era só alguem que podia entender.

Por outro lado eu ando casada, casada com minha vida profissional. Sem tempo nem para dar uma escapadinha ali em Macacos para namorar na cachoeira. Sem tempo para #mimimis, sem tempo para cuidar, pegar no colo, encher de carinho. Só tenho 5 minutos antes de dormir para ter pensamentos romanticos...isso quando não estou grudada num livro, viajando.

Ele também já achou sua tampa da panela ou pelo menos acha que achou (é assim né?!). Tem uma namorada linda, jovem (nossa, tão mais jovem que eu!!) e vive sua vida naquele ritmo trabalho-relacionamento-familia-viagem. Minha vida?? Treinamento - trabalho - pós - concurso - artigos - monografia - treino - amigas - familia - cachorro.

Não se convenceram? Então, aqui vai a derradeira justificativa para exterminar de vez a idéia: daqui há uma semana não vou mais vê-lo. Ele vai deixar de frequentar o nosso local comum. Delete. Pessoas que passam.

Não amigas...apesar de todas as previsões astrais publicadas nas revistas no início do ano, fecharei 2011 mais solteira do que nunca e pasmem...feliz!

Sim, porque entre o ser e o estar eu digo com segurança: eu sou feliz. Não tenho xodó, minha conta bancária está bem comprometida, minha vida profissional está em desenvolvimento, está tudo em movimento mas...no meio de todo esse processo há uma coisa que nutre minha felicidade, que me faz dormir sossegada (quando não tenho insonia) e acordar com um sorriso sereno no rosto: uma coisinha chamada TRANQUILIDADE.

E, nesse atual momento, não consigo conciliar tranquilidade com paixão.

Mas foi legal ler os comentários, eu ri, vi a torcida, achei tudo tão fofo...deu até vontade de contar uma novidade bem legal aqui massss...continuem com Santo Antonio na geladeira, sem o menino Jesus no colo, e de cabeça pra baixo, porque não foi desta vez.

Quanto o tal dodói que deixa minha mão machucada (mão, cotovelos, canela...) eu conto num post próximo.

Emoção define.

Agora sou uma música do Frejat...
Tenho aqueles minutos de divagação antes de dormir
Imagino diálogos
Mas o coração não bate acelerado, as pernas não ficam bambas, não há nenhum animal da ordem lepidoptera voando no meu aparelho digestivo. Nada disso.
Não me tira o sono, nem a fome, não me faz querer cantar de braços abertos a plenos pulmões no alto das montanhas mais verdes.
Mas é inegável a empatia, diria, o magnetismo que exerce sobre mim. Eu disfarço mas por detrás dos meus óculos escuros é para ele que eu olho. Eu finjo estar vendo TV, mas por detrás dela, através da parede de vidro, são os passos dele que eu acompanho, os movimentos, o sorriso...
Eu corro e quando ele me olha eu finjo estar concentrada no esforço físico.
Eu uso fones, mas o volume está baixo porque é a voz dele que quero ouvir em outras conversas, com outras pessoas.
Não estou escrevendo o nome dele na minha agenda rodeado de corações. Não estou tocando no nome dele em qualquer assunto banal que apareça no meu dia. Não penso nele nem durante 24 horas do meu dia. Mas confesso que durante umas 6 horas ele vem sem ser convidado.
Não é alto, embora seja másculo.
Não é velho embora seja tão sério e fechado quanto um.
Não sei do que gosta, da onde vem, para onde vai...
Não me pergunte a cor dos olhos porque não faço muita idéia de que tom eles são, mas sei a cor dos sapatos.
Não sei o número do celular dele, mas tenho o sorriso gravado na minha memória e esse é perfeito e capaz de desarmar qualquer membro feminino da guarda real inglesa.
Eu sei lá o que é, e só sei desta vez o que atraiu foi o que mais repele as pessoas: uma disposição genética que o torna predisposto.  Disposição que torna predisposto. É assim que ouço há anos, então só fiz repeti aqui.
Sim, um defeito genético tal qual o meu que causa praticamente a mesma doença auto-imune, um sofrimento parecido que intimida, que nos faz ser timidos. Tatoos da nossa emoção, prova de nossos sentimentos mais infames, estampa do estress. Sem cura.
A primeira vez que eu o vi, estendi minha mão machucada para um cumprimento e fui recepcionada por outra mão machucada, manchada, marcada...Com certeza a primeira vez que alguem (que não seja o médico) aperta a minha mão consciente de que aquele machucado todo não foi resultado de uma queda no asfalto.
Ele esconde, eu escondo.
Tem gente que diz que não dá para notar, que só eu posso ver minhas próprias feridas, que não é nada não e pipipipópópó..mas eu sei que só ele sabe o que é na verdade ser assim, expor uma canela inflamada, um cotovelo ferido, mãos marcadas pela pele arrancada. Recorrer a mil e um cremes, hidratar a pele 100 mil vezes ao dia, disfarçar...é a nossa rotina, a minha, a dele e devemos ter historias para contar.
Só ele sabe. Só eu sei.
Não é um drama. E embora eu deseje muito me ver livre desse mal, não é um drama, não me impede de nada, não compromete minha beleza embora alguns dias afete minha autoconfiança.É uma doença e só, uma briga do meu ser com o meio ambiente, uma luta de mim comigo mesmo, com minhas emoções...algo que me incomoda, mas não me limita...não mesmo.
Por ele, não é paixão, é empatia, é querer saber como ele lida, é contar como eu lido. Mas ainda é tabu entre a gente. Por enquanto fazemos de conta que não notamos, agimos como os "normais". Ele faz de conta que não enxerga em mim. Eu faço de conta que não enxergo nele.
Outro dia ele pegou na minha mão, um movimento natural para me demonstrar um gesto e foi engraçado ver (pela primeira vez) duas mãos inflamadas (pelo mesmo motivo), juntas...e acho que foi uma das raras vezes que não tinha alguem com medo daquilo ser contagioso.
Vamos seguindo...cada qual com sua doença auto-imune de proliferação cutanea desencandeada pela emoção...olha como a vida nos faz de bobo: desencadeada pela emoção. Bom frisar que as emoções que ele anda desencadeando não são bem as que desencadeiam a doença ;-)
Mas emoções define tudo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Das coisas que me irritam #3

Fazia tempo que não escrevia sobre coisas que me irritam...mas aí aconteceu. Esse post também podia ter como titulo: Quando alguem deixa de ser aquilo que sempre foi para ser quem nunca será.
Mas vamos ao post.



Eu admiro as mulheres.
Admiro sua coragem, a determinação, o dom que tem de fazer várias coisas ao mesmo tempo com capricho e com amor.
Eu admiro a sensibilidade que persiste mesmo nas atividades mais árduas.
Admiro a forma sagaz como abraçam seus ideais, seus sonhos, suas metas. Só uma mulher é capaz de subir no salto, fazer o carão, enfrentar um dia louco de trabalho ainda que esteja sangrando (literalmente).
Mas tem uma coisa na mulher que me faz, às vezes, querer sacudi-las, chacoalhar, que me mata de vergonha de fazer parte da "classe", que me faz contar até dez e controlar a lingua para não dizer: "Acorda, ô mula!"
Eu tenho implicancia de mulher que se apaixona.
Não, não...
Tenho implicancia de mulher que emburrece quando se apaixona! Sim...porque não é porque se apaixona que eu implico, afinal se apaixonar é gostoso....mas eu tenho horror a mulher que emburrece quando se apaixona.
Tédio.
Há meses eu conheci uma colega. Simpática, com um sorriso doce, uma garota meiga, muito muito feminina. Usava apenas esmaltes claros, tinha um estilo muito feminino de vestir, era facil vê-la de vestido e sandálias de salto, scarpins, saias lápis. Usava trança e outros penteados bem romanticos. Gostava de cor de rosa. E na playlist o sertanejo imperava. Longe de tecer aqui comentários ao gosto musical ou ao estilo de se vestir, esse não é o objetivo do post.
Bem, ai ela começou a namorar com um moço...moço gente boa até, mas bem diferente dela.
Passaram meses, 6, 8 meses...o namoro vingou.
Um dia me assustei, ela apareceu na minha frente de meia fio 40, delineador preto, coturno e cinto de tacha no melhor estilo rock and roll. Ok, podia ser uma variação de estilo, eu mesmo não tenho estilo nenhum definido...mas...veio a foto dela no Facebook fazendo o gesto do metal, aquele com o dedo indicador e o mindinho pra cima sabe?
Comecei a estranhar...
Mas pior mesmo foi quando peguei uma carona e vi que na playlist que antes Paula Fernades imperava ao lado de Victor & Leo, agora tinha um metal pesado rolando, uma barulho (literlmente) dos infernos.
Agora ela vai a shows de metal de bandas alternativas aqui de BH, anda de coturno, usa esmalte preto com flocado, bracelete de tacha, e umas coisas que há uns 6 meses era inimaginável vê-la usando.
Nada contra a mudança de estilo, de gosto musical, de vocabulário, de gestual.. nada contra...
Mas qual a razão da mudança??
É o motivo da mudança que me incomoda, que me irrita até.
A paixão é a criptonita da personalidade.
Eu fico me perguntando se o namorado metaleiro - que faz com que a menina docinho vire uma rock girl - ainda vai continuar interessado nela já que quando se conheceram (e começaram a namorar) ela não era essa personagem montada que é hoje.
Me incomoda essa caracteristica feminina.
Sim, feminina, porque nunca vi nenhum homem deixando de ser o que é para "agradar" a parceira. Eles fazem outras coisas para se mostrarem parceiros, interessantes, para fazer feliz quem ama...mas dificilmente se sabotam, transformam seu estilo, deixam de acreditar naquilo que acreditavam.
Ah, eu esqueci de comentar que ela agora acredita em duende, em coisas celticas, em poderes da floresta porque o namô acredita....
Mulher de fases.
E se o namoro acabar?
Que personagem ela será?
E será que continuará sendo quem ela não é até quando?
O problema é que - algumas - mulheres vivem o eterno desafio de ser a cara-metade, se esquecem de ser inteiras, se esquecem de curtir sua propria companhia, equivocam-se ao colocar a felicidade na mão do outro pensando que a felicidade é algo conquistado a dois. Ei psiu?! A felicidade, meu bem, é compartilhada...só assim ela se multiplica.
Ai ficam nessa, de ser aquela personagem que elas imaginam ser o a companheira dos sonhos dos amados...acabam só...só de sí mesmas.

Já tá participando da promoção???


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Take da vida real


O primeiro email:

Olá...
É este o teu mail?
Quando é que estas disponivel para um bolo de chocolate?
Sei onde há uns croissants de chocolate quentes e bons! Mas tem muitas calorias...
E nunca te esqueças que uma mulher tem de estar preparada para tudo...
Fico aguardar resposta....
JINHOS


A resposta:

Oi..
Sim, esse é meu email.
E...bolo de chocolate? Croissants...humm...muito interessante a idéia...quanto as calorias, nada que 1 hora de atividade aeróbica não compense.
Ah sim, uma mulher tem que estar preparada para tudo...inclusive para receber um email desse cujo remetente não faz idéia de quem seja. (:
Enfim, desconfio de que esse email tenha chegado até minha caixa de entrada por engano, de qualquer forma espero que você tenha sucesso com minha homônima (:
Ótima terça, bons croissants e bolos de chocolate ;-)
Abraços,

A réplica

Olá...
Este mail pertence à Carolina, interna do ano comum de medicina do HSM?
Se não for peço desculpa pelo incomodo...
Devo ter-me enganado a passar o mail...

A tréplica

Oi Jinhos,
(:
Não, eu não sou essa Carolina que você está querendo se comunicar.
Temos o mesmo nome (e sobrenome) e parece que um endereço de email bem parecido.
Não curso medicina.
Ah, e não precisa se desculpar, essas coisas acontecem. Não foi incomodo algum.
Boa sorte e ótima semana.

Dei a conversa por encerrada, mas 3 minutos depois...
Olá...
Mas pela forma como escreve nota-se que é Brasileira.
Está muito longe do local onde vivo/moro, fiquei com a ideia de que não eram a mesma pessoa logo na primeira resposta ao meu mail.
Mas também poderia ser bricadeira da Carolina.
Já agora para não sermos totalmente desconhecidos.
Moro em Portugal, Lisboa.
Sou Enfermeiro no Serviço de Urgência Central do Hospital de Santa Maria em Lisboa.
JINHOS é o mesmo que Beijos não é o meu nome...
JINHOS

O resultado??
Um dia inteiro de "conversa" descompromissada pelo Gmail enquanto eu encomendava a estante do meu home office, lia os feeds, acaba de estudar controle de constitucionalidade, tuitava, concluia os trabalhos do primeiro semestre da Pós, me inscrevia para mais um concurso...

Brasil / Lisboa.

Claro que posso pensar que é um trote (bem século XXI - trotes por e-mail)

Se eu quiser posso acreditar que é uma mensagem do universo: colocando Lisboa nos meus dias, de um jeito ou de outro.

Se eu quiser posso acreditar que é uma mensagem do universo: me dizendo que há outras pessoas para além do meu umbigo.

Se eu quiser posso acreditar que é uma mensagem do universo: dizendo que os romances não existem apenas nos filmes e que em um lugarzinho da Europa tem um gajo apaixonadinho por uma rapariga a chamando para comer croissants.

Se eu quiser posso acreditar que é uma mensagem do universo: dizendo que a vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida.

Se eu quiser posso acreditar que é uma mensagem do universo: "não clique em links desconhecidos, pode ser vírus"...bem, até agora meu McAfee não detectou nada...

Wherever...
Coisas da vida...mensagens do universo...e tomara que a Carolina (minha xará) aceite os croissants do José.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Profissão: Tia.

Se alguém me perguntasse qual minha maior habilidade, responderia sem titubear: Ser Tia (sim, assim com "t" maiúsuculo, com tesão).
Claro que sei fazer outras coisas: asso o melhor bolo de chocolate do mundo, me alegro com as alegrias do próximo, sei ouvir, trago a pessoa amada em 3 dias,  sou solidária, toco flauta enquanto assobio...mas ser tia é a habilidade que se destaca.

Faço parar de chorar com um colo e um assoprinho leve na testa; troco fralda com o carro em movimento; sei fazer uma viagem de 12 horas passar rapidinho contando quantos caminhões vermelhos passam por nós;  faço a voz de todos os personagens do Toy Story; vou à escola; invento penteados; brinco de carrinho (fazendo pontes e vozes dos carros também); compro o maior sorvete que tiver; acompanho no pula-pula (ou no barco vinking, ou no balanço, ou na piscina de bolinhas); ajudo nos trabalhos escolares; fotografo todas as apresentações (seja de balé seja de judô); mergulho no mar (mesmo com frio) para resgatar um par de Havaianas tamanho 28 levado pelas ondas; invento corridas malucas para ver quem chega primeiro na mesa para o almoço; brinco de salão de beleza com direito a maquiagem e a esmalte de verdadea!; amacio sapatos,;carrego "macaquinho"; entendo todas as palavras ditas no meio de um chôrôrô manhoso e compulsivo; e com um pó mágico invisivel que carrego no bolso faço qualquer dodói parar de doer.

Me tornei tia em uma idade que muita gente se torna mãe. Com uma cunhada médica plantonista, e um irmão super-pai-executivo-e-viajante faço parte da vida dos pequeninos intensamente. E não sei se teria sido melhor se tivesse tido os meus proprios pequeninos antes de conhecer essa duplinha.

A primeira fofura nasceu num janeiro complicado: ela começou a vida linda na mesma semana que minha mãe começava a radioterapia. O tratamento virou baboterapia porque era impossível não babar e se derretar por aquela fofura que parecia um repolho de tão redondo e cute-cute. Sem medo de ser clichê digo, ela foi - e é - uma benção em nossas vidas. Primeira, neta, primeira filha, primeira sobrinha, já saiu da maternidade com coroa de princesa que reina absoluta nos corações dos babões. E, toda a tensão daquela época passou com leveza. Thaks God.

1 ano e 4 meses depois veio o homem da minha vida(ou pelo menos um dos), um homem que hoje me faz de gato e sapato (isso é coisa de homem mesmo ne?!), se pendura no meu pescoço enquanto recorto detalhe das ovelhinhas para o trabalho escolar da irmã, e me disse o "eu te amo" mais sincero que já ouvi.
Com 4 anos de idade e uma paixão arrebatadora por carros, ele é meu xodó, dança metal, canta "vou não, posso não, minha mulher não deixa não",  faz cara de esticado, sabe todos os diálogos dos desenhos da Disney/Pixar, é gremista e cruzeirense assumido e declarado, e no inverno usa toca de tricô e agasalhos do Ronaldo Fraga.
Ela, com 5, vai para a escola de maria-chiquinha e colar de coração da Barbie, tem uma coleção de bolsas maior que a minha, e já implicou com o Jackie nas minhas unhas sugerindo que eu pintasse com alguma cor mais "bonita" tipo, o Magenta (da Impala); customizou a saia de balé colocando uma flor de tecido que eu tinha por aqui e, como tem os cabelos curtinhos, já foi várias vezes para a escola com uma faixa amarrada na cabeça para sentir as pontas do tecido como se fossem o "rabo" do cabelo.

Ela é louca por peixe, ele um queijólatra e nessas pequenas coisas eu vejo minha herança genética sendo deixada para as gerações futuras =)

Somos, os três, apaixonados, por sorvete do MacDonalds, dia de sol na praia, cinema e presentes. Mais que tia-sobrinhos, somos amigos, do tipo que deitados na cama trocamos confidencias, dicas e opiniões, tudo no limite que a idade deles permite, claro. =)

Outro dia, disseram-me que já sabiam a minha idade e foram categóricos ao afirmá-la: 7 anos. É a minha idade! Ah, e também pediram para minha mãe me deixar dormir na casa deles um dia depois da escola. Fonte da juventude, é isso que eles são.

Com eles aprendi que dance music é música de jovem e música romantica é pra quando a gente está triste; que o meu último namorado tinha defeito porque era um sapo que não virou príncipe; que o que faz a gente crescer não é fermento mas sim as verduras; que nos desenhos os eclipses são solares, aprendi que pastel de belém é uma delícia, também me ensinaram a mexer na infinidade de controles do home theatre e a travar o cinto de segurança das cadeirinhas no carro, mas, o melhor, aprendi que ser irmão é ser amigo, e ser amigo é compartilhar: choro, bala, presente de Natal..Com eles conheci toda a programação do Discovery Kids, sei o que está in nas baladinhas infantis, andei de avião no parquinho e compartilhei muitos saltos no pula-pula. Comigo eles aprendem a nadar, a escovar os dentes, a fazer "ponte", a fotografar, a serem auto-confiantes, e algumas poses de Yoga (huahuahuahua)
Com 5 anos de convivencia (ok, com ele são 4 ainda) a gente tem hístória para dezenas de post: desde nosso primeiro mergulho no mar, até nossas cavalagadas, passando pelo bolo que a gente fez juntos e pela cambalhota no escorregador inflável da praia.

Lú e Lá, apelidinhos harmonicos para essa duplinha que me colocou para "titia" mas que me inspiram muito a ser mamãe, porque, me fala, quem é que não quer uns primos desses, amigos e descolados, para seus filhotes?!

Se pudesse escrever no meu curriculo colocaria lá no espaço habilidades: ser tia.

Trocar fralda, aquecer mamadeira, conhecer o nome de todos os personagens infantis e ver Charlie e Lola dezenas de centenas de vezes é fichinha pra gente que já tomou café da manhã dentro do carro só para não interromper um epsodio de Tim Tim que estava passando no DVD.

Toda brincadeira não devia ter hora pra acabar

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sobre os homens...


E ai que esse inicio de semana eu fiquei pensando o que faz um amor ferido né?
Tá, eu já passei por isso. Já juntei os caquinhos do coração, já fiquei noites sem dormir, já quis entrar para a congregação das carmelitas descalças, noivas de Jesus (não o Luz), já disse que nunca mais esse coração bobão ia se apaixonar, já desacreditei de todos os homens, já quis que todos fossem abduzidos, enfim...Já me decepcionei sim, já senti medo sim, já desacreditei do amor sim (e acho até que continuo meio desacreditada) mas eu continuo acreditando no ser humano.
Não acho que todos os homens sejam uns putos, uns mentirosos, mal carater, sem sentimento. Tô tão cansada desses rotulos que grudam neles que já ando perdendo minha serenidade caracteristica de tanto escutar essa ladainha.
Quer saber?! A maioria dos homens são autenticos.
Se querem sexo, falam logo, demonstram logo, você é que fica esperando demais! Que imagina logo o casamento e a carinha do primeiro filho. E sexo não é  um trem ruim minha filha, se joga (com consciencia) não faz a donzela não...isso é tão last season. Porque se o cara quiser só isso mesmo não adianta, pode passar 1 ano quando acontecer ele vai sumir no dia seguinte. #Fato. Seja bem resolvida.
E puts, vai me dizer que mulher também não sente só tesão? O problema é que confunde com paixão e ai f#de tudo.
Vai dizer que mulher também não mente?
E porque é dever dele ligar? Mandar SMS? Demonstrar interesse e se demonstrarem perdidos de amor na primeira semana?! E se não demonstrarem? E se viajarem no dia seguinte daquele beijo apaixonado e não mandarem nem sinal de fumaça? Se estiverem envolvido com projetos de trabalho, com aula, com a vida, isso quer dizer que são cafajestes?! Que não valorizam você??
Não..quer dizer apenas que eles tem foco, que são bem resolvidos, que tem uma vida pra tocar e que você pode vir a dar um up nessa vida, mas não virar o umbigo do universo particular deles.
E quer saber?? Siga o exemplo!
Enquanto ele não te liga, enquanto ele não te leva para ver as estrelas...Viva a sua vida. E vida bem.
Que urgencia é essa que as vezes nos toma? Vontade subita de ter achado "o amor". Vaidadezinha mediocre de ser o centro das atenções, de se sentir querida. Orgulho infantil. E falta de confiança né? Porque se você sofre esperando o gato lindão te ligar e paralisa sua vida por isso é porque tá faltando um tiquinho de amor próprio ai debaixo desse look da moda, desse cabelo bafo, dessa make de arrasar. E amor próprio, bom humor e tranquilidade é o que esses caras mais curtem...além de boca e cabelo, peitos e poses e apelos.
Todo esse blábláblá aqui porque tenho uma amiga (queridissima por sinal) que não troca o disco. Na cabecinha dela se o cara tá a fim ele gruda em você, ele larga o futebol, ele liga direto pra você, ele viaja no feriado para uma cidadezinha do interiorrr e te manda email pra dizer que está com saudade, ele larga a aula, ele te venera...E quer saber? Se isso acontece com algum cara interessado em mim eu ligo pro 190 porque deve ser algum maniaco.
Mas com ela não adianta discutir. Os homens não prestam, mentem, e tudo o que falam são mentiras deslavadas.
Dificil né?
Ah quer saber? Eu acredito. Se mentem é porque perdem a excelente oportunidade de me demonstrar que vale a pena acreditar, não nos homens, mas na pessoa que esta ali me dizendo aquele tanto de coisa. E se quer que seja assim, ok...não vale a pena e vamos adiante porque se especie humana não tem mais salvação, o individuo tem.
Não há protocolos, não há comportamento padrão. Eu me recuso a acreditar nisso. Me recuso a denifir um guia de atitudes a ser seguido pelos homens para que sejam considerados confiáveis tal qual faz minha amiga.
São humanos, mais práticos que nós, mas cheinhos de sentimentos, de carencias, de sonhos, de tesão...assim que nem a gente.
 Ah homens, eu gosto de vocês... =)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vamos falar daquilo?


Cena 1
Outro dia peguei um taxi. Chovia. Carro com ar condicionado, cheirinho de limpeza no ar, uma musica romantica orquestrada tocando.Um ambiente gostoso onde eu pude relaxar e fazer o percurso em meio ao transito caotico até a Pós.
Conversa de motorista de taxi é um clássico mas os causos que o senhorzinho de 63 anos que conduzia o taxi me contou deixaram-me boquiaberta.
Enfim, o tema da conversa era um só: sexo!
Ele me contou sobre a namorada, as preferencias, as rotinas, como era com a esposa, como era com a namorada e enfim...Não sei de onde ele tirou tanta intimidade...Vez ou outra, quando via que pegava mais pesado, se virava pra tras e me pedia desculpas meio que surpreso com sua compulsão em falar de um assunto tão, digamos, picante.
Sinceramente, sexo não é tabu pra mim. Eu falo disso na boa, mas vamos combinar que não é bem um assunto tão normal pra ficar se conversando com um senhor de 63 anos que esta dirigindo o taxi que você acabou de entrar.
No dia eu achei bem estranho, e contando pra minha amiga as coisas que eu ouvi, rimos muito da loucura que foi. Sim, porque o senhorzinho não conversou comigo sobre sexo, o velhinho me contou os detalhes sordidos da vida sexual dele. Pensa o que é isso?!
Então...Pausa nessa historinha.

Cena 2
Tenho um amigo super querido (já falei dele aqui)  que simplesmente ama falar de sexo comigo e não é aquela coisa vulgar não. É algo natural, como conversar sobre a conjuntura econômica do país, e, como eu disse, não tenho problema nenhum com esse assunto. Acho que ele foi a primeira pessoa com que eu falei tão abertamente sobre aquilo, foi com ele que me soltei, que aprendi a ouvir um homem falando de sexo na boa, sem piadinhas picantes e vulgares, mas com cumplicidade e, sem estar na cama, nu, suado, com tesão, mas sim numa tarde, tomando chá mate com limão e deixando o vento assoprar nossos cabelos e, claro, ele de vez em quando com aquele sorrisinho malicioso que faz o lábio tremer...ah se não fosse amigo.

Cena 3
E falando em amigo, lembrei de outro. Outro amigo. Aliás, teho que falar dele aqui...mas enfim,o tema é outro. Então, esse outro amigo já foi categorico em dizer que ama falar do assunto comigo. Claro que ele é diferente do amigo que falei ali em cima. Mas acho curioso porque alem do assunto render e a gente ficar cada dia mais intimo, o assunto passa muito longe da vulgaridade, é capaz de mandar o cansaço embora. É como conversar mesmo sobre um filme bom, uma comida preferida, um livro que prende a atenção. E numa dessas conversas foi que ele me fez a declaração reveladora: eu dou tesão! PQP, como assim? Sem nem abrir a boca?! Sim, sem sequer abrir a boca...assim como pessoas motivam você a ser positivo, ou te dão coragem de pular de paraquedas eu dou tesão...Sendo normal assim como você cara leitora que lê esse humilde blog...

Cena 4
Pego o táxi. Sem musica orquestrada. Sem ar condicionado. A noite está um pouco fria. É vespera de feriado e o transito está com aquela agitação caracteristica de quem está deixando a cidade. Como estou indo para casa de uma amiga para ir à uma baladinha com uma turma, levo uma bolsa maior com os cacarecos femininos indispensaveis, o que me dar um ar de viajante de feriado.
O motorista deve ser da minha idade, talvez um pouco mais velho ou um pouco mais novo..diferenças não gritantes. Pelo retrovisor me vê, frenética, mandar SMS pelo celular sem ligar a minima para o que passa em volta. Logo dá um jeito de me deixar sabendo que chegou de Londres há 1 ano onde morou por 6. Daí pro assunto chave foi um pulo. Em poucos minutos estava me contando sobre a diversidade de preferências sexuais dos turcos, franceses, ingleses, portugueses. Eu, pouco interessada, só ouvia enquanto me perguntava: "porque?"
Ai em seguida começou a falar dos brasileiros e afirmou, convictamente, que o cara que descarta a garota que transa no primeiro encontro é um vazio, um otario, e bla-bla-bla e que todas as mulheres - inclusive eu - podia aproveitar bem a noite e se entregar para um cara pelo qual sentiu algo especial porque no dia seguinte ele não vai pensar nada demais e é capaz até de se apaixonar.
Alguem é capaz de imaginar minha cara a essa altura?
Nesse dialogo  me limitei a fazer pequenas interjeições porque, uma pergunta não saia da minha mente:

Eu inspiro sexo????

Olha, eu não tenho problemas com sexo.
Nem com fazer, nem com falar, nem nada disso.
Me considero de certa forma bem tradicional,ou seja, não sou de aventuras e não tenho nada espetacular para contar. Não sou puritana, mas também não sou nenhuma bitch.
Depois que emagreci, e, principalmente, depois que terminei meu relacionamento percebo que, modéstia a parte, fiquei mais atraente. É uma energia natural, simples, sem fazer a periguete...de calça jeans folgada e camiseta eu tenho um ar sedutor porém, grifem, natural!
E tenho percebido que eu atraio esse assunto...já atraia antes (lembrei de um colega de trabalho me contando os problemas de cama dele com a esposa) mas agora isso tá por demais escraxado.
Eu só emito opiniões e comentários a respeito com quem me é muito proximo, com que eu partilho de uma amizade e, principalmente, de uma cumplicidade...mas tô boba de ver que no táxi, no salão e daqui a pouco no ponto de onibus, no mercado, no verdureiro, ao inves de comentarem comigo sobre o BBB estão puxando papo de sexo, e nem é nada baixo e ofensivo não...conversam como se falassem de futebol.
Pra mim isso é tudo muito novo, porque acaba que estou ficando com uma experiencia teorica vasta cuja a fonte não podia ser melhor: o sexo oposto, a massa, eles mesmos - os homens!
E sabem o que percebo? Eles sentem falta de saber o que se passa aqui do outro lado da relação. Estão sim querendo saber o que a gente pensa, gostam de mulheres que gostam de sexo e não tem problema em assumir isso, e, cansado de fazerem a corte, querem isso poder fazer do sexo algo natural assim como tomar sorvete, olhar a lua e todos aqueles clichês que nos fazem suspirar.
E sabe que conclusão eu chego?! Se parassemos com tanto #mimimi e não tratássemos o sexo como um campo misterioso, um jogo cheio de artimanhas, um trunfo, talvez conhecessemos nossos parceiros mais a fundo.
Talvez a gente não precisasse ficar lendo Nova pra saber o que se passa na cabeça deles, e nem perdendo uma parte do tempo especulando com as amigas sobre o que eles vão fazer, e bla bla bla...Se tentassemos estabelecer o dialogo com os proprios, talvez não resolvessemos todos os misterios, mas a probabilidade de estabelecermos elos mais consistentes e claros eram maiores e talvez parariamos de pensar que homens são todos iguais (porque, na boa, não são todos iguais não!)
Não to falando para conversarem sobre sexo no café da manhã com seu colega de trabalho gato, ou tratar o assunto como se fosse um tutorial de maquiagem, nem tampouco sugiro que decorem o kamasutra e pratiquem com o primeiro cara com tesão que aparecer na sua frente (até porque sexo bom é sexo com o cara que você ta a fim e sexo bem feito, sem muita acrobacia). Estou sugerindo que o sexo seja desmistificado.
Que é um momento especial, que o sexo casual é algo para quem tem o dom de fazer, todo mundo sabe...Aliás, cada um sabe da sua vida e não estou aqui para opinar sobre isso.
Mas falar do assunto com mais leveza é bom. Vejo amigas que fazem até o que o diabo duvida entre 4 paredes mas tem vergonha de pronuncia a palavra sexo.
Eu gosto sim e aposto que você também. Invejo os caras que curtem o momento sem ficar sonhando com a parte clichê. Amei o filme Sexo sem Compromisso e, falando de filmes, assim como sugere o Entre Lençois, não tem lugar melhor pra conhecer uma pessoa do que na cama, mas de nada adianta lingeries sexies se você não consegue tratar o assunto com tranquilidade.
Sexo é intimidade e nada melhor que saber o que se passa na cabeça do moço para criar com ele aquela empatia que fará tudo ser bem mais gostoso.
De qualquer jeito, apesar de somente emitir essa minha opinião para quem permite (porque sim, tem as que se eu falar sobre esse fato vão me crucificar e pensar que sou a Carol Surfistinha), essas conversas que ando provocando me deixam alerta , que raio de imagem eu ando passando heim?! PQP, só tirando a burca do armario!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Você nunca vai saber mas...

Eu quis esnobar.
Pensei que tinha colocado o coração numa armadura.
Expressei meu lado homem (que não liga no dia seguinte).
Te deixei esperando o final de semana inteiro enquanto fui badalar com as amigas.
Desmarquei o combinado.
Te vi uma vez, te beijei, senti seu cheiro, senti sua mão apertando forte a minha, sorrimos...mas eu não acreditei em nada. Jurei de pé junto pra todos (pra eu mesma) que tinha sido a toa, sem importancia, que não sairia com você uma segunda vez.
Escutei o primeiro "te adoro" e fiquei calada com um sorriso cafajeste nos lábios.
Ouvi seus planos de me levar para Buenos Aires só porque você achava que lá era o lugar ideal para me amar...e meu lado cético gargalhou por dentro....
E quando o convite para o segundo encontro veio, eu enrolei. Te deixei assistindo o jogo do Cruzeiro enquanto ria com as amigas e me envaidecia com os olhares masculinos cada vez mais frequentes na minha direção.
Também não quis sair pra dançar com você, eu te avisei que não sabia dançar e quando você disse carinhosamente que me ensinaria eu recusei.
Eu queria viver a liberdade. Curtir todos os abraços possíveis. Sentir um panapanã de borboletas no estomago.
Romance não caberia mais na minha vida, não nesse momento.
Todos os romances planejados para serem vividos se resumiriam aos filmes, de preferencia com uma pitada de comédia sacarstica.
Mas há muito tempo você está ali. Quantos meses mesmo? Meio ano?
Outros passaram na sua frente. Disse "sim" pra quem nem pediu tanto. Deixei de atender o celular várias vezes quando via que era o seu número chamando. Te dispensei. Mas nunca deixei de conversar com você por um unico motivo: você sempre me fez companhia.
Foi pra você que chorei as pitangas num final de semana com o coração despedaçado (por outro)... sem nem me importar com seu tornozelo quebrado, sim, meu coração doia mais.
Foi você quem apareceu on line e ficou conversando comigo até 2h da manhã quando eu estava sozinha num quarto de hotel numa cidade de merda.
Foi você quem disse que não aguentava mais ficar sozinho e que depois de aproveitar bem o Carnaval ia arranjar alguem pra namorar e apesar disso ter sido uma bofetada na minha cara, eu continuei meu joguinho egoista. Mas então o Carnaval acabou e você voltou pra casa, e ainda do aeroporto me ligou, eu arrumando as malas pra mais uma das minhas viagens ouvi de você que seus planos de agarrar todas no Carnaval e a partir daí arranjar uma garota pra chamar de sua tinham sido frustradas porque durnte toda a festa de momo, e antes mesmo de ir pra folia, já não conseguia parar de pensar em mim.
Eu ignorei. Na miha nova fase pós-relacionamento-ruim, você não estava nos planos.
Mas o segundo encontro veio, e e substimei você...fui toda jogada, jeans surrado, camisete, sapatilha...sem glamour, com rimel e batom e só, com cabelo desarrumado  e cara de cansada sem a minima preocupação de te impressionar, e fiquei lá olhando você comer daquele jeito que, se eu pudesse, eu mesma me dava um soco e me sacudia por ser tão distante.
Mas o mundo dá voltas e nos põe em armadilhas.
Você estava tão perfeito e, apesar da pouca altura, estava tão bonito que esbofeteou esse futil coração. Quem não prestou atenção no filme dessa vez fui eu.
Me deitei no seu ombro, só pra poder sentir melhor seu perfume. Senti sua mão repousar na minha perna, e respirei fundo. O coração num tumtumtum sem fim.
Me despedi de você sem vontade nenhuma de ir embora.
E ai hoje acordei estranha...
Pensando mais do que devia em você. Querendo, mais do que o esperado, segurar a sua mão. Com medo de, pelo meu desleixo no segundo encontro, você nunca mais querer me ver o que demonstra, claramente, que meu ar superior e desligado foi, fortemente, alvejado. E agora? Orgulho futil, comportamento infantil...vou pagar o preço caro se o meu celular nunca mais tocar com o seu numero no visor chamando...
Paixonite dos inferno...a qualquer distancia você me alcança.

domingo, 27 de março de 2011

Declaração de amor..para minhas amigas!


No meu bauzinho de preciosidades tenho guardado amigas muito especiais e diletas. Umas que moram a kilometros e kilometros de distancia mas que, apesar disso, fazem parte da minha vida de uma forma efetiva e especial e são tão importantes quanto aquelas que consigo chegar perto andando um quarteirão.

Uma dessas pecinhas que me acompanham nessa jornada me faz ,a cada dia, sentir mais alegria pelo nosso encontro. E ai escrevo esse post para, falando nela, dizer a todas as minhas poucas e amadas amigas o quanto são especiais pra mim (parecem que esquecem disso!)
Bem, mas deixa eu contar da Raqs.
A encontrei numa viagem, uma viagem de um pouco menos de 1.500 km....23 horas na estrada.
Estavamos sentadas num busão em lados opostos, eu na janela da direita, ela lá do outro lado, na diagonal, janela da esquerda. Ambas de óculos escuro, com a cara enterrada em um livro, com os ouvidos ocupados pelos fones do ipod.
Umas 5 paradas depois, estavamos tomando picolé e ela quebrou o gelo e me perguntou se eu não topava rachar um taxi com ela da rodoviária para o centro da cidade para onde estávamos indo.
Precisa dizer que a partir daí não deixamos de nos falar nunca mais?!
Ficamos juntas lá na cidade, acabei mudando minha passagem para 1 hora mais cedo e voltei com ela. Outras viagens apareceram e fomos juntas, e iremos juntas na próxima.
Descobrimos gostos em comum, problemas em comum, traumas em comum, pensamentos em comum e naquilo em que discordamos uma da outra, aprendemos...sim, porque a gente discorda em muita coisa, mas a gente se permite discordar e aprender o que é dificil pois nem todo mundo está disposto a olhar determinada situação sobre a ótica do outro.
Não nos vemos todos os dias, mas nos falamos todos os dias, nem que seja por SMS.
Compramos esmaltes juntas, nos maquiamos, falamos sobre os nossos casos amorosos, rimos até doer a barriga, dividimos conta do restaurante, fazemos o lanche da madrugada pós balada, frenquentamos os provadores das lojas juntas, trocamos roupas, uma cuida da outra, sempre.
Ela é diferente de mim, meu oposto. É agitada, neurada, louca, ligada na tomada...eu sou tranquila, calma, zem, com um sorriso sereno, achando graça de tudo...Ela faz o estilo rock in roll, pin up...eu faço o estilo fashionista basico arrumadinho despretencioso...e a gente vai se completando, rindo muito, curtindo a vida...uma acalmando a outra, segurando a onda, vivendo.
É minha amiga...mais uma amiga querida na acepção total da palavra...e isso me faz pensar em como a amizade é preciosa, nos engrandece, nos conforta, nos alegra e como, muitas vezes, a gente é displicente com esses anjos que riem com a gente, que choram com a gente, que nos acompanham - de verdade - nessa jornada chamada vida. Como eu fui displicente...

Perdoem, minhas amigas...todos os almoços que eu desmarquei, todos os aniversarios que faltei, todas as despedidas que fiquei de fora, todas as baladinha only for woman que deixei de ir, por causa de um relacionamento doente que eu teimava em romantizar...

Amizade é a cereja do bolo sim! É o que no final faz a vida ser bacanuda! Ou vai me dizer que você ta aí feliz sozinha?

Falando em amigas, não posso deixar de mencionar que nessa blogosfera já conheci pessoas tão especiais e importantes quanto as que moram por aqui, no bairro do lado.
Nessa vida "virtual" que de virtual mesmo não tem nada, conheci  uma moça em especial, alguem que já acompanha minha vida há mais de 5 anos...que me "viu" chegar em BH, que me "viu" sonhar, chorar, sorrir mas que, de fato, nunca me viu. Mas "ver" já não é essencial pois já conseguimos chegar ao coração uma da outra...E ela está sempre comigo, Rio-DF-POA...todas essas cidades me lembram dessa figura linda que também alegra minha jornada e que esse ano... ah, esse ano não acaba sem que eu a encontre e dê um mega abraço nessa moça.
Bia, eu vim aqui escrever sobre uma figuraça que acompanha minhas aventuras diárias ao vivo e a cores,   mas falar em amiga e não falar em você é como ir ao Rio e não vê o Cristo. Então aproveito a chance pra usar as palavras de Vinicius e dizer que "tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos; não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles", e você é uma dessas pessoas.

Namorar é bom, sexo é bom, frio na barriga é bom...mas ter amigas para rir de tudo no final...Ah, isso não tem preço. "E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Em stand by


O Blogger está de complô contra mim e não estou conseguindo postar!! Fazer upload de imagem então é impossível, assim, peço desculpas pela falta de post e principalmente por esse post de hoje ser sem imagem alguma.
Alguem está com esse probleminha por ai?

Tenho um amigo querido que insiste para que eu dê uma nova chance ao amor. Árdua tarefa a dele em me convencer de que vale a pena sair da minha zona de conforto seguro para por a cara novamente a tapa. Embora eu saiba que na vida não há garantias e que a lei da transitoriedade é que rege todo o universo que nos envolve, eu prefiro me manter quieta por aqui e fugir velozmente de qualquer ameaça de aproximação a mais com o sexo oposto.

A verdade é que eu não quero mais um amor qualquer...um amor raso, egoista, pobre, unilateral. Quero alguem com quem eu possa brincar de descobrir desenho em nuvens, a quem possa contar meus pesadelos e minhas coisas fúteis, uma pessoa que eu possa arrancar a roupa, fazer o que eu quiser, perder o juízo*, ligar às 3 da manhã e ficar tranquila, tranquila. Quero um amor maior que eu. Mas não agora, não com tanta pressa, não sem que eu tenha curtido a doce liberdade da solteirice, não sem que eu tenha desfrutado da conveniencia do coração vazio. Não amor, ainda não. É preciso que eu durma o numero suficiente de noites para compensar todas as que eu passei em claro, é preciso que eu me cure da gastrite, que eu sorria mais porque fazia tempo que eu não dava tanta gargalhada, que eu dance até sentir os joelhos formigarem. Quero ainda curtir meu magnetismo pessoal, atrair olhares, dar sorrisinhos de esguelha, abraçar vários corpos sarados e desejosos, quero curtir um sábado só meu, ver todos os filmes que me der na teia, viajar e sair sem ter que falar nada pra ninguem.

Quando ele vier, o amor, que venha para compartilhar tudo o que eu conquistei nessa fase feliz do reencontro comigo mesmo, que venha para somar, que traga uma porção de sorrisos na bagagem, muito tesão no corpo, muito bate papo para tardes de sábado a toa jogados em qualquer lugar, uma boa dose de cultura, seja vazio de vicios e radicalismo, seja despido de narcisismo. Seja leve, feliz, bem resolvido.

Mas, por enquanto, deixa o amor lá, vivendo suas experiencias , seus causos, construindo sua história para me contar quando a gente finalmente se encontrar. E eu, por aqui, marcando encontro com a unica pessoa que me interessa: eu mesma.

Quanto ao meu amigo, que me olha intrigante e me sorri de esguelha, misterioso, ansioso pelo fim do meu "celibato", que compartilha comigo os mesmos gostos por esportes, filmes, livros e viagens, que repara na marquinha do biquini e perde o olhar em mim enquanto eu falo sem parar, que se irrita com charme com as bobagens que eu falo e ralha comigo, que se diverte com minhas histórias cinematográficas, que aprende e muito me ensina, quanto a essa pessoa tão especial só posso dizer que ele é a prova viva de que a vida - arte do encontro em meio a tantos desencontros - sempre tem surpresas agradáveis reservadas e que tudo se torna muito mais alegre quando se tem pessoas especiais, felizes e bem resolvidas nos acompanhando nessa grande jornada.

*os mais atentos devem ter notado a adaptação da música do JQuest no iniciozinho do 2o parágrafo. Fica aqui registrado os créditos :-)

domingo, 14 de novembro de 2010

Resgatando...


Nos ultimo dias levei um soco na boca do estomago, não é fácil desobrir que convivi, fiz planos, cuidei e amei durante 4 anos um personagem fictício. De repente me senti protagonista do filme O Show de Truman.
Mas enfim, nesses dias o único local onde minha mente silencia e a angustia desaparece é na livraria e por sorte minha, moro em uma cidade lotada de boas megastore.
Lá me sinto no ninho, acolhida, reconfortada, em paz e até, arrisco-me a dizer, plenamente feliz.
Os livros me sussuram palavras confortantes, me fazem esquecer que por muito tempo fui uma peça de uma jogo egoista e frio. Fazem eu me perdoar por ter sido negligente comigo mesma e ter pernitido ser subjulgada.
Nada tem me dado mais prazer do que correr os olhos cuidadosamente por cada título, passeio por cada sessão: dos mais vendidos até a de auto ajuda, dando paradas estratégicas nas prateleiras de psicologia, turismo, culinária e dos indispensáveis pockets.
Recentemente passei um deliciosa tarde chuvosa acompanhada de um cappucino e diversos titulos, confortavelmente sentada numa das poltronas que existem espalhadas em uma megastore do shopping, convite irresistível à leitoras como eu. Sai de lá com a sacola cheia de livrinhos novos depois de poder degustar trechinhos de cada um deles.
Esse ritual, essa incursão pelas bookstore são como um resgate de mim mesma, é como se eu recuperasse minha inteligencia, meu eu, minha cultura, meus gostos e preferencias. Durante os ultimos 4 anos permiti que me roubassem minha identidade, permiti ser subestimada, fechei os olhos para minhas vontades, me transformei em algo que eu não sou, e de repente, ali, no meu oásis, consigo me olhar no espelho, como se fosse um portal para o meu universo, meu mundo, que havia abandonado.
As idas às livrarias ultimamente eram assim: ir diretamente onde está o título específico que se está querendo, pega-lo, leva-lo ao caixa, e ponto final. Acabou. Tudo bem objetivo. Foco!
Quem consegue se divertir tendo um foco?!
Nas últimas semanas adquiri uns 10 títulos, devorei o sobre psicopatas em 24 horas. No meu carrinho de compras já passaram Marian Keys, Oscar Wilde, Eça de Queiroz, Ana Beatriz Barbosa Silva com o indispensável Mentes Perigosas e outros mais...
Sinto-me bem...resgatando a auto-estima. Cansei de ter que largar meus scarpins para colocar tênis e sair por ai numa vibe ando de skate quando na verdade gosto mesmo é de bons livros, boas roupas e sapatos de salto.
A decepção e a surpresa por ter vivido algo parecido com o filme Dormindo com o Inimigo vão aos poucos se transformando em alívio, bem estar, sossego.
As livrarias e meus cantinhos de leitura são meu refúgio, minha fonte de energia, de paz, o local onde eu reafirmo a certeza de que, embora agora as razões tenham se alterado, sim, eu tomei a decisão correta.

sábado, 9 de outubro de 2010

Recomendo: pausa na rotina


Quando eu era mais nova, li numa revista uma frase que me marcou. Dizia assim: se você segue todas as regras acaba perdendo toda a diversão. Se não me engano foi Bob Marley que disse isso. Enfim.
Isso é uma grande verdade.
Não estou sugerindo que não se siga regra nenhuma, ou que priorizemos a diversão sempre, ou que se dê um chute nos compromissos e responsabilidades e saia por ai fazendo de folga. Mas uma vez na vida, dar uma pausa nos compromissos e curti o dia não faz mal a ninguém.

Então que noutro dia da semana passada eu acordei como todos os dias, religiosamente, às 6 da manhã. Tomei banho, fiz o desjejum, me arrumei, e sai de casa. No caminho bateu uma vontade ENORME de ver o namô ♥. Não foi uma saudadinha a toa não. Foi uma vontade dessas que faz te esquecer todo o resto e que parece que se você não atender a vontade o dia não rende.
Nem tive dúvida. Como o cursinho (não não pré vestibular) fica à alguns quarteirões do trabalho dele, resolvi passar na casa dele  (que fica no meu caminho) pra irmos juntos...Só que nesse bendito dia ele estava esperando a máquina de lavar acabar o serviço e se atrasou um tiquim (lerê, lerê). Então combinei de me atrasar um pouquinho com ele...e nessa de ficar esperando a máquina de lavar roupas acabar de centrifugar começarmos a fazer um negócio beeeemmm interessante.....



VIDEOGAMEEEEE!!!
Nos jogamos na frente do XBox 360 (o namô é o cara mais aficcionado por games que eu conheço, do tipo que ele tem 2 XBox 360, 1 Wii, e 1 DS (♥) e mais outros ai que eu não sei o nome...tipo que o quarto dele é quase uma dessas praças que tem nos shoppings cheios de jogos eletronicos sabe?!)
Continuando...
O jogo é o Castelvania, não o antigão, mas o novo, lançado esse ano oficialmente ontem, o Lords of Shadow.
Pra quem não conhece, Castelvania: Lords of Shadow é um jogo para X-Box 360 cuja a historia é focada em Gabriel Belmonte, integrante de um grupo de cavaleiros sagrados que tentam impedir que o mal (demônios, vampiros e outras criaturas horrendas) tome conta do mundo. São mais ou menos uns caçadores de vampiros e criaturas demoniacas. Gabriel enfrenta todo o mal com um objetivo a mais: resgatar sua mulher que foi morta pelos monstros das trevas e salvar-lhe a alma.
O jogo é delicioso de jogar e assistir, os gráficos são muito bem feitos e a trilha sonora é linda. Os cenários seguem uma trilha gótica. Tem uns monstros feios e umas cenas bem violentas (pois o criador se inspirou em muitos outros jogos, dentre eles God of War), mas na fase seguinte fica tudo mais tranqüilo (com trema) e você não vê o tempo passar...mesmo!
Uma das coisas que eu mais gostei é que enquanto você muda de fase, a história é narrada como se alguem estivesse lendo um livro (aliás, passa a fase e passa a página do livro), e o jogo é dividido em capítulos (12).
Tem umas cenas que de tão tosca, chegam a ser engraçadas.
Aqui um trailler do jogo pra você sentir o clima

Suuuper recomendo!

Ai que jogando Castelvania, perdemos a hora: do trabalho, da aula, de tudo o mais...E foi tão bom tão bom que...
Acabamos almoçando juntos, matando serviço juntos no meio da semana, namorando muito e nos divertindo bastante juntos. Não tem nada melhor pra fortalecer a relação.

Se a gente tivesse combinado jamais faríamos isso, somos muito centrados no trabalho e tal (coisa de gente do signo de terra ta ligado?) , mas o mais legal é que quando a oportunidade surgiu, quebramos a rotina e pode parecer besteira, mas algumas situações mal resolvidas, alguns desgastes, sumiram, de verdade. Ficou tudo assim: perfeitinho!

Agora com final de semana começando, e com um feriado ali na porta, é hora de continuar o game, falta muito pouco pra zerar o jogo (chegar ao fim e ver o Gabriel salvando sua amada, ou não!)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sendo rabugenta...


Ás vezes eu sinto muita raiva de mim mesmo.
Raiva porque ou eu não sei o que eu quero, ou eu sei muito bem o que me agrada e o que eu quero mas meu outro eu me xinga, me bate e tenta remediar a caca.
Tem horas que minha personalidade parece múltipla, e os pensamentos me atacam por todos os lados. Uma personalidade é egoísta, mimada e egocêntrica, a outra é benevolente, meio submissa, medrosa, ainda tem outra que se envergonha das duas e tenta ser racional, centrada e apaziguadora mas essa sente na pele as conseqüências do sapo engolido pelas outras duas personalidades.
Na verdade o que me parece é que um lado meu tem medo das conseqüências da realização das vontades do outro lado e isso é um saco.
Cedo, sob protestos, me coço fico com alergia, meu coração fica esmagado, me dá falta de ar, o choro fica preso, não durmo direito, tenho vontade de xingar o mundo...e um belo dia, eu nem sei porque mais, estou triste, tanto são os sapo engolidos.
Frouxa! É o que sou...
Tenho medo de levar na cara porque no fundo eu sei que se eu fizesse minha birra falar mais alto levaria um belo sopapo e me ignorar é um tapa sem mão que doi demais. Mimada é o que eu sou.

Meu feriado perfeito seria a dois, vendo um filminho em casa, andando pela rua de mão dada, falando bobagem e rindo dela...Dia calmo em que a gente percebe que a felicidade vem das coisas simples. Dia em que eu não precisaria calçar o salto, fazer a make, me preocupar com o cabelo, nem mostrar o sorriso pre fabricado...é dia de ficar de short e camiseta aninhada no colo dele ♥ enquanto a vida passa... Mas não...Caiu um meteoro no meio do meu ideal de paz...PLUFT! Vou ser obrigada a dar sorrisos falsos e gratuitos, a ficar em uma mesa de vinkings comendo como se não houvese amanhã, arrumadinhaa, de salto, e make...conversando e ouvindo conversas sobre assuntos que não estou nem um pouco interessada...aquele zumzumzum irritante, aquela alegria temporária...cena de propaganda de refrigerante ao lado de amigos que não são meus...por causa de uma pessoa que, eu sei,  não tem a mínima consideração por mim.
Odeio ter que fazer o social.
Pra mim é desperdício de tempo, desperdício de um feriado...Mais um dia em que eu tenho que fazer cara de feliz, ser simpatica. Não que eu não seja...mas é duro ser com alguem que não te desperta isso naturalmente.

Mas é ou isso ou...briga, desacertos, discussões...parece que meus motivos nunca são entendidos e é ai que eu me sinto a mimada das mimadas, a egoísta com chifres diabólicos e risada maquiavélica. Porque se fica um clima chato, a culpa, minha amiga intima, me abraça me oprime.
Isso me faz mal...mal....mal...
Ainda mais porque eu deixei de ir para o hotel fazenda, andar de cavalo e mergulhar com meus filhos postiços (a.k.a sobrinhos) pequenininhos, para curtir um colo amado, um silencio a dois, uma coisa quieta, simples e deliciosa...
Agora vou ter burburinho...e burburinho de quem eu acho um saco, num programa que não me anima nem um pouco.
Tenho consciência do meu lado anti-social bicho do mato. Tenho consciencia total que ando meio rabugenta...Mas a verdade é essa embora me doa e me envergonhe.
Como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é....e essa sou eu: um doce e um poço de alegria quando faço o que eu quero fazer, e extremamente irritada, mal humorada e rabugenta quando sou obrigada a desempenhar um script.

Imagem: Google

sábado, 10 de julho de 2010

Copa e Coração



Amanhã a Copa chega ao final e, pesar de não gostar de futebol e ter deixado bem claro aqui minha aversão a essa euforia que tomou conta do país este mês, preciso dizer que a Copa do Mundo tem um significado especial para mim, um significado bem diferente do que para o restante do mundo.

Essa é a minha segunda Copa com ele ♥...E esse ano, no dia do aniversário de beijo (que eu sempre considerei a data oficial de aniversário de namoro) eu ganhei uma vuvuzela dupla (pois sim, eu gosto de fazer barulho) e um cartão de scrap comemorativo dos 4 anos de namoro (o da foto), e sinceramente, eu não podia ter recebido nada melhor.

Nosso aniversário de beijo foi no dia 25, data do jogo  Brasil X Portugal...4 anos atrás era Copa de 2006, Inglaterra e Equador se enfrentaram ao meio-dia,  Portugal e Holanda às 4 da tarde e eu encontrei com ele por volta das 6, num shopping que viraria nosso point favorito. Fazia frio, jantamos um sushi (não o melhor sushi) ele respingou molho shoyo no meu casaco branco, me mostrando que ainda ia me divertir muito com as desastrices dele (uma vez ele conseguiu derramar catchup no meu cabelo recem escovado...e eu ri). Coversamos durante horas. Na época não passava na minha cabeça namora-lo, nem beija-lo, nem tocar na mão, na verdade na época eu estava bem avessa à relacionamentos Ele era amigo, mais um amigo-homem, dentre tantos. Depois de tanto bate-papo, tantos casos, besteiras e enfim, resolvemos assistir Tristão e Isolda (e hoje lá no fundo eu sei que ele só topou esse filme porque já estava mal super bem intencionado, hoje eu sei que se dependesse dele teriamos visto Ong Back 2 - filme mais sangrento e briguento ever)...não precisa dizer o que aconteceu né?!

O restante da Copa de 2006 foi lá em casa, entre pão-de-queijo, filmes, e muito muito muitoooo namoro na sacada. Só bem depois da final, quando a Itália venceu a França, já quando era público e notório os coraçõeszinhos que voavam ao nosso redor quando estávamos juntos é que ele disse com todas as palavras, num inicio da madrugada, em um jardim abarrotado de cravos amarelos, tendo a lua por testemunha, que sim, eu era a namorada dele.
Esse ano, ele me surpreendeu quando chegou aqui em casa com esse cartão lindo de 4 anos e 2 Copas. :-)

O Brasil não ganhou, eu nem gosto de futebol, mas nada disso importa porque, por mais que o dia-a-dia não seja cor de rosa, por mais que eu não consiga chamar os passarinhos para me ajudar na faxina com um assobio como faz a Branca de Neve, eu vivo meu conto de fadas particular, e meu principe, não tem cavalo branco, mas tem o nome de um dos personagens mais romanticos da literatura..é o meu herói, meu Romeu ♥.
E sabe quando você olha pra alguem e sente orgulho, amizade, tesão, paixão, admiração e um amor que te aquece? Pois é...

Essa Copa foi encantada, feliz, vivi o junho mais apaixonado de todos.
4 anos depois posso afirmar sem medo que ele é a pessoa que eu amo e que me faz feliz e que tudo parece tão novo, que quando ele chega perto de mim, ainda sinto aquela cócega no estomago que senti quando ele segurou na minha cintura pela primeira vez e fez o mundo girar devagarzinho.

Me perdoem se o post parecer piegas, eu sei que todas as cartas de amor são ridiculas...mas hoje, com  o coração pululante, eu tenho que dizer aos 4 ventos que posso não ter sorte no jogo, mas no amor quebrei a banca, levei o jackpot.!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

sobre o amor #1




Eu não quero que me peçam em casamento na porta do castelo da Cinderela na Disney à meia-noite durante os fogos da grande parada, ao som do tema da Bela E a Fera.
Na verdade eu nem sei se quero que me peçam em casamento e se minha resposta ao pedido será o esperado "sim".
Mas se isso acontecer, por favor, faça ao som de Against All Odds, de preferencia cantada por Westlife...e não me peça diretamente, me faça acreditar que eu sou a única capaz de fazer você feliz.Deixe isso claro. E sorria, sorria com aquele sorriso Colgate que fazem os seus olhos brilharem como brilharam na primeira vez em que me viram.
Esqueça o futebol, às partidas de Street Fighter, o carteado, os seus amigos, o carro, o tomate seco da sua mãe...nesse momento me faça acreditar que eu sou importante e sou a peça que faltava no quebra-cabeça da sua vida.
Toda essa conversa sobre individualidade, e blá-blá-blá, deixe pra lá, é implicito, não precisa falar.
Não quero saber quanto vai custar a festa, nem tampouco onde vai ser a lua-de-mel. Nem me fale que aquela sua prima que tem uma queda por você desde criança e é miss Acre vai vir à cerimonia.
AH, e use a sua loção pós-barba e umas gotinhas do Malbec que é pra garantir que o momento vai ficar marcado na minha - fraca - memória.
Não escolha um restaurante japones apesar desse ser meu preferido, não quero estar com gosto de peixe na boca quando minha garganta secar de emoção.
Me leve num lugar simples onde eu possa ver o céu e faça isso num fim de tarde de inverno que é pra garantir que o céu estará no tom mais perfeito de vermelho, laranja e azul.
O anel não precisa ser o mais caro ou o mais cravejado de brilhantes, da joalheria mais cara ou da coleção mais atual. Pode ser simples, não muito fino, nem muito grosso, mas não esqueça de ter gravado nele algo original e pessoal, como nossos apelidos ou uma frase fofa utilizando o numero que eu mais falo - 157 milhões, 931 mil. Não o coloque numa caixa coberta de veludo com laçarote. Me surpreenda. Embale num saquinho de papel craft, numa embalagem de figurinha do Amaré, cole nos fundos de um Ouro Branco.
Se uma lágrima rolar no meu rosto, não me faça enterrar a cabeça no seu peito...me olhe com ternura, acaricie minhas bochechas e me abrace com amor.
E depois, depois de tudo, com o anel na mão, me deixe saborear a sensação de exibi-lo. Me deixe olhar bem pra ele durante horas, me deixe falar e romantizar. Me deixe viver o momento.
Na manhã seguinte me mande um buquezinho de tulipas ou gérberas com um bilhetinho falando da noite anterior - que nem você fez quando me conheceu e me acordou com um SMS todo doce e apaixonado (e olha que nem tinha me beijado!!)
E por fim me ame, mesmo com todos meus defeitos, nóias e brincadeiras politicamente incorretas. Me aceite do jeito que eu sou, e quando eu fizer tolice, apenas me pegue pelas mãos e me ame mais.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dia 14 - Das pessoas que se vão.

Existe uma cena em De Volta Para O Futuro I que eu acho sensacional: Marty McFly vai para o ano de 1955, e lá acaba intervindo no rumo natural das coisas e a realidade vai sendo alterada, com isso uma fotografia da familia dele, tirada em 1985, vai se apagando, isto é, as pessoas da familia vão desaparecendo como se não fossem mais existir no futuro.

Embora não existam máquinas do tempo, eu acredito que esse fenômeno ocorre...as pessoas somem da foto, somem das lembranças, somem da sua vida.

Não sei se é uma caracterísitca muito pessoal minha, mas eu tenho isso comigo: quem passou passou, e se não cativou, some mesmo, sem dó nem piedade.

Claro que existem pessoas que por mais que o tempo tenha passado, essas ficam guardadinhas no coração. Mas outras, tanto fizeram no passado, que desapareceram da foto que carrego no presente.

Podia citar muitos exemplos, mas o que eu tenho para citar é uma amiga de infância. Ela era a minha melhor amiga, éramos uma dessas duplas inseparáveis, e vivemos bem dos 5 aos 17 anos. Só que um dia, um dia em que a vida te tira o tapete e você se estatela no chão, ela, a minha amiga, me virou a cara, deu as costas, se afastou...simples assim. Chutou o cachorro morto na boa.
E não pensem que o afastamento foi uma decisão minha, eu continuei lá a espera de um pedido de desculpas, de uma reaproximação, de algum interesse...nem precisava se desculpar...aos 17 anos todas as justificativas repousam na nossa imaturidade (por mais que não seja verdade).
Mas ela nunca mais quis se aproximar de mim, os anos se passaram e ela mudou de cidade, sumiu do mapa, sem nenhum bilhetinho, sem nada. Fiquei sabendo pelas amigas em comum.
Durante anos e anos e anos fiquei me perguntando por onde ela andava. Ninguem sabia.

Até que um dia, eu também sai daquela cidade, mudei os ares, cresci, me formei, conheci novas pessoas, novos amigos...Aquele ciclo natural da vida. E ela sumiu da foto.

Ano passado, no dia do meu aniversário, ela me encontrou no Orkut, deixou scrap, fez aquela festa. Tocou no assunto, deu zilhões de desculpas, me convidou para ir até onde ela morava, fez planos etc. Eu fiquei emocionada com o reencontro (virtual), mas não me empolguei, sabia que entre nós duas havia se contruído um muro intransponível, a distancia tinha se estabelecido.
Raiva não existe em relação a ela no meu coração...mas também não existe qualquer outro sentimento. Apenas um vazio,uma indiferença.

Então, depois desse contato, ela sumiu novamente. E a vida continuou linda e bela.

Até que hoje recebi um e-mail dela me desejando Feliz Ano Novo (15 dias depois do ano novo), me enviou fotos, pediu fotos minhas, me contou dos planos, mas ainda assim foi protocolar.

Foi muito estranho receber esse e-mail. Um e-mail de uma pessoa com a qual já não tenho nenhuma intimidade, nem carinho, nem consideração...

Ela foi apagada da minha foto e isso aconteceu de forma tão natural que eu nem consigo me lembrar quando aconteceu.

O e-mail tá lá, vai ficar perdido no meio das centenas de milhares de e-mails.

A amizade se perdeu no tempo. E como dizia Guilherme Arantes, pra que ficar juntando os pedacinhos do amor que se acabou, nada vai colar.

Ser amigo é muito mais que mandar um email por ano com as fotografias.
Pra ser amigo é preciso estar perto...não fisicamente perto, mas perto com o coração.

Hoje na foto ela não aparece mais.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dia 08 - O Reencontro

Então...Ele♥ voltou.
3 meses se passaram...3 meses, 15 semanas, 12 sábados, 3 luas cheias, 4 feriados, 3 dias em saturno...Passaram, e agora que passaram, eu posso dizer, passaram voando.
Claro que no primeiro final de semana eu pensei que fosse ter um colapso, morri, renasci, morri de novo. Mas, no dia seguinte, estava refeita. Se era para passar 3 meses sem ele ♥ que eu aproveitasse os dias da melhor forma possível.
E foi assim, da melhor forma possível, que os 3 meses passaram.
Tanta coisa aconteceu, tanta, tanta...tanta coisa mudou e pra melhor!

Hoje ele veio me ver...no meu estomago uma revoada de borboletas se agitaram. Gente! Que delícia é reencotrar alguém!
E o melhor foi ver os olhinhos dele brilhando de alegria.
Foi perfeitamente perfeito!

Ganhei uns presentinhos fofos, lindos e derretedores de coração: maquiagens (Borjois, Urban Decay, Carol Shaw), kit da minha linha preferida da Victoria Secret´s (Sexy Little Things), bolsa da Tommy Hilfiger e - o xodó - um pinguim que ele trouxe do Kalahari Resorts.



Claro que amei tudo, mas esse pinguim derreteu meu coração, até mesmo porque tem uma mensagem linda de amor e fidelidade. Oowwwwwww...♥♥♥

Parece dureza ficar sem o amor da sua vida por meses, mas, pelo menos para mim, foi muito bom, fez bem não só pra mim mas como pro relacionamento.
Tô feliz!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dia 05 - Saudades.

Hoje começou na academia a nova professora de Jump, o Thiago, meu professor, assistiu a aula conosco, como se fosse aluno.
É engraçado como as pessoas, em pouco tempo, entram no nosso coração. Entram, constroem sua casa, e ficam ali guardadinhos...fazem parte da nossa vida mas nem sabem em que grau.
O Thiago entrou na minha vida num momento bem complicado. Meu namô estava indo viajar para o exterior, passar alguns meses fora, tinhamos brigado feio, e eu fazendo das tripas o coração fui para academia...e o Thi me fazia sorrir, mesmo sem imaginar a dor que me corroia. Quando tocava Milles Away eu pensava que ia desmoronar em cima daquele trampolim, mas ai ele se requebrava todo, fazia umas macaquices e lá estava eu firme e forte.
Foram 4 meses, 4 ótimos meses...Nesses 4 meses eu retomei meu namoro,enfrentei a saudade numa boa, de cima do trampolim; conheci pessoas ótimas, ri horrores; emagreci 9kg, torneei minhas pernas,e o Thi sempre presente, sempre dançando e nos fazendo achar graça quando o cansaço batia.
Agora ele vai embora....Sei lá, me deu um aperto.
O mais engraçado, ou melhor dizendo, curioso, é que ele se vai justamente no dia que meu namô volta, na mesma hora: quinta-feira, 19h30. Meu namorado chegando em Confins, e o Thiago se despedindo da gente.
E ele nem sabe de nada.
Pra mim ele foi um anjo, desses que surgem na sua vida para não te deixar cair quando o mundo sacoleja e te tira do eixo.
Vai ser dificil o Jump sem ele, não só pela suas qualidades técnicas, mas principalmente pela sua energia contagiante...e por tudo o que ele foi nesses meses.
Sabe aquele tipo de pessoa que você não consegue imaginar de mal humor? Então...
Thi, só quero que você seja feliz e iluminado e que traga alegria para muitos outros corações.