quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu li: Feios

Não lembro bem quando foi a primeira vez que vi esse livro a venda, mas o certo é que foi "atração a primeira vista". Não sei se pela capa, ou se pelo título, mas sei que fiquei intrigada embora não tenha trazido de imediato para vir morar na minha estante.
Daí que esse mês, enquanto todo mundo se jogava nas liquidações fashions, eu corri na livraria e arrematei alguns livros que estavam na minha wish list há algum tempo (depois mostro todos em um post de comprinhas), aproveitei a promoção e, entre outros, comprei Feios, na Leitura, por R$ 9,90 (imperdível né?).
Mas, vamos ao livro
- conteúdo retirado da capa do livro -
Em um mundo de extrema perfeição, ser normal é feio.
Séculos depois da destruição da civilização industrial em um apocalipse ecológico, a humanidade vive em cidades-bolha cercadas pela natureza selvagem. Lá, Tally Youngblood é feia. Não, isso não significa que ela é alguma aberração da natureza. Não. Ela simplesmente ainda não completou 16 anos. Em Vila Feia, os adolescentes ficam presos em alojamentos até o aniversário de 16 anos, quando recebem um grande presente do governo: uma operação plástica como nunca vista antes na história da humanidade. Suas feições são corrigidas à perfeição, a pele é trocada por outra, sem imperfeições ou – nem pense nisso – espinhas, seus ossos são substituídos por uma liga artificial, mais leve e resistente, os olhos se tornam grandes e os lábios, cheios e volumosos. Em suma, aos 16 anos todos ficam perfeitos.
Tally mal pode esperar pelo seu aniversário. Depois da operação, vai finalmente deixar Vila Feia e se mudar para Nova Perfeição, onde os perfeitos vivem, bebem, pulam de paraquedas, voam a bordo de suas pranchas magnéticas, e se divertem (o tempo todo). Seu único trabalho é aproveitar muito. Mas, enquanto espera que as poucas semanas até completar 16 anos passem, Tally precisa se distrair.
Uma noite, ela conhece Shay, uma feia que não está nem um pouco ansiosa para completar 16 anos. Pelo contrário: Shay pretende fugir dos limites da cidade e se juntar à Fumaça, um grupo de foras-da-lei que sobrevive retirando seu sustento da natureza.
Para Tally, isso é uma maluquice. Quem iria querer ficar feio para sempre, ou se arriscaria a voltar para a natureza e queimar árvores para se aquecer, em vez de viver com conforto em Nova Perfeição e se divertir à beça? Mas, quando sua amiga desaparece, os Especiais, autoridade máxima deste novo mundo, propõem um acordo com Tally: unir-se a eles contra os enfumaçados ou ficar feia para sempre. Tally, porém, acaba se envolvendo em uma conspiração e descobrirá que, por trás de tanta perfeição, se esconde um terrível segredo.
Sua escolha irá mudar o mundo para sempre.

Li Feios em 4 dias noites. É o tipo de livro que me faz colar fita crepe nas pálpebras para que elas não fechem.
No início confesso que, assim como a Ana Carô, achei a Tally uma chata. Torcia para que ela escorregasse da pracha voadora mas, depois de muito desejar esfregar a cara feia dela num muro de chapisto (ando tão malévola) ela me conquistou e fiquei feliz com a mudança de atitude (uma hora tinha que mudar né? pelamor)
O ambiente é pós apocalíptico, nós morremos há 300 anos e a forma como os personagens do livro se referem a nossa geração me fez pensar bastante na nossa sociedade atual. Somo os "enferrujados".

Tudo se passa em um mundo futurístico, há pranchas voadoras como meio de locomoção (e eu não conseguia não pensar no surfista preateado durante toda a narrativa dos voos), nanocola, purificadores de água capazes de transformar xixi em água potável (ecat), anel de interface e mais um monte de tecnologias do gênero.
Diferente do que eu pensava, Feios não aborda tão somente a ditadura da beleza, vai mais além, trata do respeito a escolhas, critica o desperdício e o consumismo desenfreado, trata do controle político, do acesso a informação, da alienação em massa, do avanço tecnológico que afronta a ética.
Terminei de ler a última página do livro querendo correr até a livraria mais próxima e comprar o segundo volume da série: Perfeitos, mas o relógio marcava 3h30 da madrugada e em BH não há livrarias 24h.
Sim, o fim é surpreendente e te deixa alucinado para saber o que vai acontecer. Recomendo!

Como eu disse, Feios é o primeiro livro de uma série escrita por Scott Westerfeld que é composta por Perfeitos, Especiais, e o ainda não publicado no Brasil, Excepcionais. Todos entraram para a lista de best sellers do NYT (mas essa coisa de best seller me faz lembrar aquele post da Dani, então, relevem essa informação)
No blog da @frioli há as capas de Feios no mundo (achei bem legal)

terça-feira, 26 de julho de 2011

#PlayNow: Julian Bensé

Um dos idiomas que mais sou apaixonada é o Francês e minha paixão pela lingua vai além do encantamento por Paris (♥ je t´aime).
Gosto do som das palavras pronunciadas, dos filmes, das músicas... Não é a toa que o meu filme favorito é francês (Le Fabuleux Destin d´Ammélie Poulain - br: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), Le Valse d´Amelie é inclusive meu ringtone atual. Enfim, adoro a cultura francesa.
Daí que esses dias chegou até meus ouvidos a voz de um novo representante do folk-rock francês e a partir daí ele não sai mais da minha playlist.

Bensé (pronuncia-se bon-cê com um biquinho no final, s'il vous plaît) é de Nice, se formou em Direito mas sempre foi pouco dedicado aos estudos, a música é sua grande paixão. Depois de formado (2002) saiu de Nice e foi cantar em pequenos  bares parisienses, depois de muitos shows em pequenos bares assinou contrato com a Universal Publishing e depois com a Naïve Records (a gravadora da Carla Bruni diva)
Seu primeiro album foi gravado em 2008 e se chamou "Album", esse trabalho foi inspirado na obra Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez e, mostra a vida como um album de fotos da familia, cada música é como se fosse essa coletanea de momentos, de fotos, enfim.
O single que captaneou nesse album foi Au Grande Jamais

 
Bensé tem como influencia musical Bob Dylan, Cat Stevens, Bruce Springsteen, Neil Youg e Nino Ferrer. Algumas músicas me lembram as baladinhas de Los Hermanos, e há pitadas de Jack Johnson, sei lá se estou falando besteira, mas é sentimento e isso é pessoal (:. Sabe aquela batidinha gostosa de ouvir na praia, numa viagem, num dia relax?!...então. Minha preferida é Dans Ma Soucoupe



E também tenh ouvido bastante Buvons



Celui-là tem seu encanto também




Quem quiser ouvir mais Bensè aqui tem uma lista de reprodução bem legal no Youtube


domingo, 24 de julho de 2011

Links legais da semana #4


Em geral eu destaco 5 links que achei navegando por ai durante a semana, mas nesta em especial, achei tanta coisa legal que foi dificil selecionar apenas 5, então escolhi 7 e aí estão eles:

sábado, 23 de julho de 2011

How Do I Look?*


Precisa avisar que algo mudou por aqui??
A verdade é que, apesar de achar bem bonito, estava enjoada do layout antigo.
Então aproveitei a madrugada, (sim a madrugada!) para fazer essa roupinha nova. Claro que antes procurei alguem que entendesse do rabiscado para fazer as honras por aqui, mas a primeira pessoa que procurei não faz mais layouts por encomenda, a segunda me cobrou os olhos da cara e a terceira, bem...tô esperando a resposta ainda. (:
Não aguentei e seguindo as dicas daqui e daqui fui mudando. Deu um trabalhoooo e quase que desisto, mas no final gostei do resultado e tô toda feliz por ter conseguido.
Os links dos blogs agora ficam numa abinha independente, usei buttons para linkar, e aqueles blogs que não tinham buttons eu fiz, então corre lá e me diz se voce gostou do que eu fiz pra você. Se você não está linkado me avise nos comentários tenho certeza que falta gente!
O que falta arrumar vai sendo ajeitado aos pouquinhos.
Gostaram??

PS: a imagem deste post é minha, então se for utilizar dê os créditos
*O título do post é uma referência ao programa homônimo da Discovery apresentado por Finola Hughes

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Da morte.

A primeira vez que a morte me avisou de sua existencia foi no inicio da década de 80. Eu era tão pequena que talvez tenha pensado que morrer era uma escolha, assim como viajar. Naquele momento não vi toda a solenidade que a presença dela provoca e talvez isso tenha me deixado na zona do conforto de ignorar que ela de fato existe.

Anos depois o aviso foi contundente. Em 1991 ela deixou bem claro: a morte existe, é triste, e acontece para todos. Nesse ano ela levou minha vó que sempre morou conosco, ajudou na nossa criação, compartilhou toda uma vida até ali.
Naquele ano em vi e vivi as solenidades da morte, o fechar de olhos, a escolha do caixão, as flores, as velas, a madrugada gelada que se atravessa até o momento da despedida do corpo. Lembro do perfume que eu usava, das cores do dia, do café quente servido, do entra e sai das pessoas, do céu, do choro, das palavras do padre. Lembro das cabeças de leão que ornavam o caixão.
Essas lembranças me são muito cruéis, não só porque marcaramo desaparecimento terreno de uma pessoa importante em minha vida, mas sobretudo porque ali me ficou claro que a morte existe.

Depois deste, em outros momentos a morte ficou lembrando-me da sua implacável existencia,e ao levar uma colega de faculdade me deixou claro que seus critérios de escolha não obedeciam idade nem tampouco momento de vida. E menos de 24horas antes ela estava ao meu lado, tirando xerox de uma apostila, na manhã seguinte estava deitada num caixão, flores amarelas e brancas ao redor do corpo, toda uma tristeza suspensa no ar. Crise de asma fatal.
Um pouco antes de vir pra BH estive em outra triste solenidade de despedida do corpo e novamente todos os detalhes me marcaram, novamente ali estavam as flores, as velas, o choro, o cheiro dela no ar, o céu, e olhos cerrados para sempre.

A morte me faz lembrar de toda a transitoriedade da vida, dos pequenos "fins" diários, e, principalmente da contradição vivenciada dia-a-dia, a cada minuto.

Eu não sei para onde vão as pessoas que morrem e, dependendo da religião que você siga, talvez elas estejam todas num "plano superior", no "céu" ou sei lá onde mais...e uma coisa é certa, você nunca sabe qual será seu ultimo momento ao lado dela. Elas partem e os que ficam aqui nesse mundo cada dia mais material, vão vivendo sob o ópio que nos faz esquecer o grande mistério da existencia, o porque de tudo.

Ontem eu recebi a notícia de que uma pessoa muito querida tinha ido para o outro plano, desencarnou, morreu. Era um senhor já mais velho, pai de uma amiga, ambos advogados. Já o conheci doente, as mãos atrofiadas mas um sorriso perfeito, uma alegria no olhar, uma vontade de viver e, principalmente, uma atuação intensa no trabalho.
Sofreu meses até finalmente partir.
Hoje pela manhã tentei fazer como se fosse um dia normal, e lá pelas tantas me arrumei para ir à despedida.
Sai de casa, mas antes que o elevador chegasse ao térreo, eu desisti.
As flores, o cheiro, os olhos cerrados, as vozes em oração, o céu, as velas, todas essas solenidades de morte me fazem mal. Talvez eu seja do tipo de pessoa que não vá a enterros, à velórios e acabou de descobrir que talvez eu seja daquele tipo de pessoa que nem gosta de pronunciar essas palavras.
Mas o fato é que, se pessoalmente eu não estava lá para testemunhar o triste descer do caixão, todo meu sentimento e vibrações pela familia são sinceros e presentes.

A melhor lembrança a guardar não são a do rosto pálido, das mãos cruzadas sobre o peito, a melhor lembrança é a do sorriso vivo, dos olhos brilhando, do aperto de mão caloroso, das brincadeiras, a voz festiva, a presença amiga.

Hoje tô meio diferente, é a morte que veio me lembrar sua existencia novamente e mais uma vez veio tirar do convivio alguem que deixará saudade aos que ficam.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Esmaltes da semana: Blant e Risquè

Foi difícil escolher qual o primeiro esmalte da Blant a usar dentre tantos que a Bia me enviou. Mas o Procurando Eu Achei parecia gritar (#alucinações) no meio dos outros e ele foi o eleito.
Fiquei encantada com a cobertura e com a facilidade da aplicação. Pensei que por ser ( )muito / ( ) bastante / (X) super-mega-hiper brilhoso, ia ser dificil limpar os cantinhos, mas que nada...foi tranquilo não só limpar os cantinhos como tira-lo depois. #NoStress
com luz natural


na sombra

 Ele é um azul com fundo cinza, ou um cinza azulado, ou um azul acinzentado ou...que inveja de quem sabe descrever cor. Mas enfim, ele é azulado com um brilho que não considero nem glitter nem holográfico. A superfície da unha não fica lisinhas mas também não fica arranhando tanto quanto muro de chapisco.
Apesar de ser bem chegay não achei limitativo na composição dos looks e até arrisquei colocar uma roupinha mais clássica com ele, para quebrar o efeito. Ficou moderninho.
Não sei se todas sabem mas essa coleção da Blant (Blogs do Cerrado) foi feita em "homenagem" à alguns blogs de esmalte e o Procurando Eu Achei é um deles.

♥♥♥♥♥♥ 
Ontem troquei e passei a única cor que me encantou na coleção Cine Risquè, da Riquè (dãããã), o Nunca Fui Santa. Não consegui captar bem a cor, mas uma coisa tenho certeza: não é [apenas] vermelho.

É quase um coral pois tem um pingo de laranja nele. Achei um pouco parecido com o Make Mine Mango (920) da Revlon que mostrei aqui,
Esse esmalte é lindo demais e estou completamente apaixonada por ele.
A Luiza Gomes do Eu Capricho foi quem melhor conseguiu captar a cor desse danado.

E vocês, qual o esmalte da semana??



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo


É hoje.
Dia de celebrar aquele elo invisível e gratuito que faz você ficar acordada ao lado de uma pessoa enquanto ela passa a noite em claro com dor de cotovelo.
É o dia de quem - de verdade - está ao seu lado na alegria e na tristeza.
É hoje o dia.
Li a pouco no Twitter que de acordo com uma pesquisa científica 150 é o número máximo de amigos que uma pessoa pode ter.
150?
Até Roberto Carlos (o Rei) queria ter 1 milhão de amigos, mas de verdade, pare um pouco...quem de verdade está ao seu lado em todos os momentos?Certamente não são aqueles cento e tantos contatos do seu Facebook. E amigo não é esmalte...pode ser um só, o que vale é a presença dessa figura na sua vida.
Amigo mesmo é raro, por isso se guarda do lado esquerdo do peito, dentro do coração, diria Miltom Nascimento.
Se para o cargo de namorado a fila anda, para o cargo de amigo não.Todos são únicos e se a vida os leva para longe, a vaga fica vazia, ninguem mais preenche. Outros amigos virão, verdadeiros, parceiros, talvez até mais solidários e companheiros...Mas o lugar daquele que, bem ou mal, se foi, fica, o modo de sorrir, as conversas, o consolo, a palavra certa, a cumplicidade.

Só um amigo te conhece de verdade, só ele sabe te ver por trás da maquiagem. Só um amigo fala a palavra certa no momento certo mesmo quando aquilo parece ser sem sentido demais.

Amigos são capazes de sentir sua energia a quilometros, oferecerem o colo, te fazerem sorrir.
Na vida liquida que levamos, onde o que havia ontem já evaporou, é difícil manter relacionamentos tão próximos, tão gratuitos, tão puros. Por isso amizade deveria se chamar amor, nada é mais forte que isso.

E hoje é dia deles, 1, 2, 5, 150...não importa a quantidade, importa só a intensidade do bem que essas pessoas nos fazem.
Feliz Dia do Amigo!