sábado, 4 de fevereiro de 2012

Hello!


E aí que fevereiro chegou e eu nem me lembro mais quando foi a ultima vez que postei por aqui.
Que muita coisa aconteceu isso todo mundo deve imaginar, porque na vida de todos muita coisa acontece, num dia, numa semana, toda hora o tempo inteiro....

2012 chegou, e eu nem apareci aqui para falar aquelas coisas que falamos quando um novo ano começa...simplesmente porque essa passagem de ano, para mim, foi como a virada de um mês, ou como um final de semana que separa uma sexta de uma segunda e não há pessimismo nenhum nisso.

O certo é que janeiro passou...e foram 31 dias que mais pareceram o ano inteiro. Tanta coisa aconteceu que quando fevereiro chegou, pensei "ainda é fevereiro?"

Mas como atualizar vocês da minha dolce vita?

Janeiro foi o mês de ver o amor (e de abraça-lo, cheira-lo, senti-lo); de mergulhar na cachoeira; de reconhecer amigos (já que amigos não se faz, se reconhece); de confiar em alguem que meus olhos não podem ver todos os dias; de deixar de confiar em alguem que vejo todos os dias; de dar gargalhadas até chorar; de deixar uma lágrima escorrer por bobice; de saber lidar com medos; de aprender a lidar com a distancia e com a saudade; de espantar fantasmas com a força do pensamento; de andar de maria-fumaça; beber água na fonte; andar no meio do mato; de preocupar com quem tava longe no meio de uma enchente (e muito perto do meu coração) agradecendo a Steve Jobes por ter inventado o Ipad e me deixar falar com ele até a bateria acabar me certificando que estava tudo bem (dentro do possivel). Janeiro foi mês de reencontrar; abraçar apertado; bater metas; receber elogios. Mês de deitar na sombra de uma árvore; de passar por de sentar no banco da igreja para descansar; de fazer alianças; de trocar de academia; de ganhar um presente sem esperar. Mês de matar a saudade e senti-la novamente, mas isso não é exclusividade de janeiro...já vem acontecendo há um bocado de meses. Foi um mês feliz assim como fevereiro também será. amém :-)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Eu ando sem tempo
Sem tempo para coisas básicas, para coisas que eu gosto, para coisas que sou obrigada a fazer, para coisas essenciais e para as superfulas também.
Pelo ritmo que eu atualizava o Rabiscos, talvez fosse mais racional avisar aqui um hiatus, uma pausa necessária, fechar as portas, guardar o lápis...
Eu disse que seria a decisão mais racional...mas não a mais coerente.
Eu escrevo para mim e acabo descobrindo que escrevo para você também.
Para você que gosta das minhas palavras, que se encontra nos meus rabiscos, para você que é tão meu amigo porque tão parecido - em alguma caracteristica qualquer - comigo, para você que em algum momento da vida viveu alguma dor ou alguma alegria que eu também vivi.
Eu escrevo para mim e para você.

E, tendo companhia nessa minha louca lucidez, não posso abandonar meu bloco de anotações, não posso fechar as portas, não posso simplesmente me voltar para a vida real onde as pessoas me olham sem me enchergar. Sou mais do que o seus olhos podem ver e somente aqui eu sei que isso pode ser constatado.

Aqui é meu divã. Minha terapia em grupo. É onde relato todo o inconfessável. Abro o coração, a gaveta da alma. Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.

Então é isso...o Rabiscos está meio parado, postagens escassas, mas aqui do outro lado o mundo anda girando, a vida acontecendo e eu vou compartilhando aos poucos, porque não devemos guardar as coisas só pra gente...As ruins precisam ser compartilhadas para que se tornem menos desgastantes, e as boas para que a alegria seja multiplicada.

Obrigada pela companhia.

domingo, 23 de outubro de 2011

Fugir, nadar e amar ou quando nao adianta fugir


Eu disse que eu ia fugir, trocar de rua, de horário, de rotina.
Disse que ia afundar no trabalho, focar no lado prático da vida.
Ia desviar o olhar do seu, ia enganar o desejo, não ficaria mais inebriada pelo som da sua voz.
Eu disse que ia esquecer. E tentei.
7 dias, o numero magico, fiquei longe. Consultei o coração e todos os orgãos envolvidos, estava tudo ok, podia te ver novamente, meu cérebro mandou mensagens (falsas) de que eu estava imune.
Que tolice, que tolice.
Você abriu o sorriso que diz tudo quando me viu.
Gritou meu nome há 30 metros de distancia, jogou um beijo. Eu sorri, continuava confiante de que agora nutriria a amizade boa.
Tola tola tola.
Você me segurou forte, foi explicito, falou dessa vez sem se preocupar com quem estava perto. Disse com todas as palavras o que há dias, semanas, eu estava tentando não falar. Verbalizou os sentimentos com um punhado de palavras que pareciam metralhar minha convicção de que a paixão platônica unilateral havia sucumbido a um sopro de razão.
Ingenuidade, ingenuidade.
Me carregou no colo literalmente e eu pensei que essa cena só ia existir nos meus doces delirios.
Não houve beijo apaixonado de novela, não houve sexo, só tato, e  houve aquela magia que eu não vivia desde a adolescencia...Aquela descoberta de pele, de toque, o primeiro passo, a revelação física daquilo que os olhares já denunciavam. Senti sua mão pela primeira vez de uma forma decidida..não era um esbarrão, era um movimento voluntário. Mão na nuca, na cintura, envolvendo o corpo inteiro tudo pela descoberta, todos os movimentos atendendo aos apelos suplicantes de muitos dias.
Ouvi confissões das sensações vividas no primeiro dia que me viu. Não, eu não estava tendo falsas impressões.
Houve um cantarolar no pé do ouvido. Cenas que eu só via nos filmes....mas ainda assim longe de ser aquele clichê romantico, havia diversão, tesão, apixão, tudo misturado e selado pela cumplicidade de que está vivendo a mesma situação.
Dois bobos, ofegantes, de roupa de banho, num canto da piscina, em uma noite onde apenas os refletores se esforçavam para iluminar o ambiente, uma música cheia de melodia ao fundo, um olhar que encherga mais do que os olhos podem ver, um sorriso de quem confidenciou tudo e não está mais querendo fugir de nada. Uma entrega. Um aperitivo para a fase nova. A confisão de que é reciproco. A vontade do beijo que não se realizou. Ambos sonhando com o momento mágico em que isso vai se calar e não será mais preciso palavra alguma.
Havia umas 2 ou 3 pessoas por perto. Mas, parecíamos tão a sós. Foram dentes e sorrisos, mãos braços, beijos, abraços, pêlos, bocas, apelos, cabelos, poses, tudo junto e misturado, sem pudor dos olhares das testemunhas alheias ao que acontecia. Talvez porque não estivesse acontecendo nada que fosse visivel a terceiros. Estavamos sendo transportados para uma outra dimensão onde só existia nós dois.
Ai? Eu voltei pra casa. Porque não adianta fugir. Não adianta criar expectativas. Não adianta tentar mudar o curso natural das coisas. Está acontecendo e só me resta viver, aproveitar cada alegria desse momento e ser feliz.
Evitar o inevitável dá muito trabalho.
Não é amor. Mas é uma força estranha. E ultimamente as forças estranhas me encantam mais do que o tão falado amor romantico e perfeito quase inexistente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quero, mas não posso.

Eu andei fugindo, correndo o mais rápido que eu pude...
Evitei os seus olhos, respirei fundo, mantive o foco...
Repeti mentalmente todas as razões pelas quais devo resisitir aos impulsos que você me causa.
Tentei olhar para os lados, para os outros, para aqueles que só conseguem retirar de mim um sorrisinho simpático, nada parecido com o brilho no olhar, o rubor na face, o impeto do abraço que você desperta.
Tô tentando.
Tô tentando não gostar tanto de você. Tentando não querer nada mais que um cumprimento educado. Lutando para não me trair e ser flagrada por você enquanto te admiro de longe.
Tapei meus ouvidos para suas frases cheias de significados, seu sorriso enigmático, seu beijo no canto de lábio tão desafiador do meu autocontrole.
Não permito mais que você enconste a ponta do nariz no meu testando meu autocontrole porque ele foi atingido e já não sei mais se me pertence.
Tô tentando não pensar mais em você.
Tentando controlar minhas mãos que insistem em te buscar.
Tentando mudar de rua, trocar o percurso, sair do seu horário.

"Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar...."

.....mas agora não.

domingo, 9 de outubro de 2011

Links legais da semana #14


domingo, 2 de outubro de 2011



Hoje é domingo, e normalmente eu deveria postar links legais que colacionei durante a semana.
Até tenho alguns comigo, mas não quero fazer isso...
Não quero colocar links...

Hoje estou no auge da solidão, da pior espécie. Aquela solidão que bate quando há muita gente por perto, mas ninguem com quem você possa abrir o coração. Muita gente ao lado enquanto você é condenado a sobreviver a solidão do seu infinito particular.

Queria falar para alguem o que anda se passando aqui dentro. A confusão que há. A luta de mim comigo mesmo. Coração numa batalha árdua com a razão. O lado prático tentando nocautear todo o apelo físico. O discurso tão firme sendo traído pelo desejo insano.

24 horas sem conseguir pensar em outra coisa e felizmente amanhã é segunda feira e poderei mergulhar no adorável mundo do trabalho e ficar, ao menos, 9, 10 horas sem ser crivada por lembranças e pensamentos que apertam o peito.

O pior talvez não seja estar sentindo tudo isso...O pior talvez seja não poder confessar o sentimento. Nao ter pra quem admitir que aquela casca dura foi quebrada. Que alguem, com muito jeito, anda escalando os muros que construi ao meu redor. O ruim é manter a pose durona, "autosuficiente"...Começo a temer que toda minha convicção esteja sendo abalada.

Isso me irrita muito.
E me entristece não poder compartilhar. Queria falar, queria dizer como é, o que houve...queria alguem para segurar minha mão e me ajudar a correr pra longe. Não me encoraje,  todo o meu corpo e coração já estão me encorajando demais e não sei até quando serei capaz de aguentar firme, inabalável.
Meu exército está muito debilitado.

Hoje a solidão me dói. Não há ninguem para desabafar, ninguem para me ajudar a drenar essa avalanche de sentimento e quereres.

Domingo chato.
Caminhei mas não adiantou. Levei Nando Reis e Frejat comigo. Não adiantou. Aliás, Nando Reis sempre me acompanha nessas fases criticas em que o coração começa a fraquejar...

Só me resta torcer para que minha sanidade me mantenha a salvo. Minha razão vença a batalha. Não quero, não posso, não devo...É um bolo de chocolate suculento servido no meio da dieta...as consequencias não são boas e o prazer é passageiro.

Vem sentar do meu lado, me ouvir e me ajudar a correr pra longe daquilo que meu corpo e coração mais quer??

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Friday, i´m in love.

.
Acordei às 5h da manhã, coloquei a legging, o tênis, a camiseta. Prendi o cabelo e enchi de tique-taque já que esse meu novo corte de cabelo não é pra quem corre. Lavei o rosto, escovei os dentes, me encarei no espelho do banheiro. Sentei no tampo do vaso e fique por alguns minutos olhando para os pés. O corpo não estava reagindo a ordem cerebral: go, go! Descalcei o tênis, e me enfiei debaixo do cobertor.

É sexta-feira e eu estou um caco.

Não, não é uma reclamação mas sim pura constatação. Um olhar sincero sobre meu estado físico. Nem estou com sono. Aliás aproveitei para checar emails, colocar umas roupas no cabide, passar o olho em alguns pontos da minha matéria do concurso. Não é preguiça. É puro e genuino cansaço.

Embora estivesse bem desperta nada me encorajou a caminhar até a academia, alongar, correr, carregar 40 kilos sentindo toda a musculatura se contrair. Nem voltar a entrar (com folga) naquela skinny 38 me animou. Nem os 3 quilos perdidos em 15 dias. Nem o treinador maravilhoso que desperta as borboletas no estomago às 6h da manhã. Nada.

Ontem tive um dia cão no trabalho e descobri que estressada e prestes a arrancar todos os fios escovados da minha cabeça, mantenho o mesmo tom de voz, a mesma expressão tranquila, e a serenidade de quando estou sem estresse algum. Achei legal. E até sorri. O melhor de tudo? Super genuino.

Trabalhei de 8h30 até às 21h, com uma pausa de meia hora para o almoço. E fiz porque queria fazer, porque era preciso, porque eu gosto muito. Do escritorio corri para a Pós. Estava cansada já, mas estava feliz. Ajeitei a gravata do mocinho que faz questão de enroscar os dedos nos meus dedos e de me deixar na saia justa me paquerando descaradamente,mesmo eu estando com o cabelo desgranhado, e a maquiagem meio vencida. Magnetismo pessoal é meu segundo nome. Ah, modéstia é o primeiro.

Voltei pra casa às 23h. Sento na cama da minha mãe e logo minha micro familia está reunida. Cházinho pra todos. Risos, relatos do dia, um carinhosinho. Quase 1 hora depois, saio me arrastando pro meu quarto, leio uns emails, tento escrever um post e quando dou por mim estou cochilando em cima do notebook (literalmente). Durmo.

Estou cansada sim. Cansada. Sem sono, mas cansada. E só agora entendo o que é gostar do que se faz: é estar no limite físico mas com tesão tão grande que esse desgaste fica imperceptivel. A motivação te empurra. Você toma um banho e tá novo. Tô com tesão pelo meu trabalho. Uma paixão. Pensei que só sentisse isso pelo moçoilos, mas pasmem! É possivel ganhar dinheiro fazendo aquilo que você ama, seja lá o que for e sem se preocupar se ele vai te ligar no dia seguinte.

E quanto ao treinador que me encanta e o moço da Pós que eu deixo encantado. Bem, são a cereja do bolo porque se a realização profissional te massageia o ego, ela não te faz cafuné, não te beija na boca e nem te ama no chão (Wando feelings). Nessa minha vida de solteira convicta e workaholic não há espaço pra romances cinematográficos, mas encontros felizes acontecem todos os dias. Talvez um dia eu morda a lingua e tenha um relacionamento monogamico e feliz. No momento não sou de niguem, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também. E enquanto não entro para o clube dos corações ocupados vou continuando meu caso de amor ardente com o trabalho e a penca de processos que tenho que supervisionar.

Estou cansada e o relógio me olha. E uma força parecida com aquela que temos quando estamos apaixonados e absolutamente nada nos cansa, me move para o chuveiro.

Água morninha, café da manhã todo pautado nas dicas do nutricionista, roupa alinhada, maquiagem, e um saltão que vai me aguentar pelas proximas 10 / 12 horas. No coração a vontade de fazer o melhor, bem feito.

O cansaço? Já se foi. Era só enquanto eu não começava, de fato, o dia. A academia? A noite eu passo lá. O treinador que acelera meus batimentos vai me dar aula e é um bom jeito de começar o final de semana toda na vibe to te querendo como ninguem, to te querendo como Deus quiser...

Lá tô eu, sempre em meio das paixões, quer se materializem na responsabilidade e nos papéis que me tomam toda a atenção do dia, e no grupo de pessoas que com cumplicidade fazem as coisas funcionarem, quer se manifestem no par de braços, músculos e sorriso que atravessam meu caminho, me joga na parede e me chama de lagartixa. =D

É sexta, e eu estou apaixonada!