sábado, 7 de agosto de 2010

Eu Li: Feliz Ano Velho

Quando eu ainda era uma pré-adolescente (nosa, faz tempo!) esse livro era muito muito badalado.
Fazia poucos anos (uns 10 ou 15) que Marcelo Rubens Paiva havia sofrido o acidente e, consequentemente, pouco tempo que o livro havia sido publicado. Era inicio da década de 90 e sempre ouvia falar dessa obra nas revistas da época (lia-se: Capricho - que tinha um perfil beeemmm diferente do que é hoje).
Mas naquela época, (pasmem!) o livro era meio "proibido" pra minha idade...recheado de palavrões e menções a situações sexuais, ele era daquelas leituras "inapropriadas" para menores. Grande bobagem!
Hoje vejo comentários de garotos de 12 anos que estão lendo esse livro e acho que essa é mesmo a idade com a qual deve ser lido: na adolecencia. Marcelo sofreu o acidente quando tinha 19 / 20 anos e nada melhor que uma pessoa que vive esse esse período da vida (pré adolescencia, adolecencia, inicio da vida adulta) ler seu relato, acho que se identifica muito mais com as experiencias relatadas, com a linguagem usada.
Demorei tanto para ler o livro e criei tanta expectativa que não gostei.
A história não é ruim, muito pelo contrário...o livro termina melhor do que começou, mostrando a conscientização do Marcelo à sua nova condição (de tetraplégico, palavra horrível como ele mesmo diz) e sua busca pela independência dentro desses novos limites.
Mas o relato em sí é...como posso dizer...pobre, comum, simples demais.
Longe de mim dar uma de super culta, literária, e blá-blá-blá mas se hoje você for ler os livros que eram leitura obrigatória quando você estava no ensino fundamental ou médio vai sentir uma diferença gritante no estilo, no vocabulário, etc.
Além disso, Marcelo realmente usa com maestria os palavrões e descreve em detalhes suas relações sexuais, o que ao meu ver podia ser dispensado, não querendo ser puritana...mas é desnecessário, me senti lendo contos eróticos de revista barata...e fiz aquela cara de "sim, e daí?!".
O ponto positivo do livro é a demonstração de que precisamos de amigos e familia sempre por perto, acidentados ou não, eles são nosso porto seguro. Acredito que o Marcelo tenha conseguido superar sua catástrofe pessoal com mais facilidade em virtude da presença constante dos seus amigos, irmãs, namoradas, e familia (vó  e mãe). Também achei muito legal a forma como ele procura desmistificar o cadeirante mostrando que são pessoas como nós sem necessidade nenhuma de sentimento de culpa ou dó.
Enfim...acho que vale a pena a leitura, embora não tenha entrado na lista dos livros queridos que não dou, nem empresto.

6 comentários:

Cih_colorex disse...

Acho esse tipo de leitura bom mesmo. É importante dar lição de vida para os adolescentes. Muitas vezes quando jovens achamos que podemos tudo e q nada nos abalará.
Graças a Deus eu tenho uma família mega unida. Acho que por isso, nem precisei de muitas leituras desse tipo!
Kiss e amei o all star de cupcakes do post passado!

Micha Descontrolada disse...

eu li na adolescência e adorei!!! ria mto e adorava ler aquelas sacanagenzinhas...hmmm

Um ótimo fim de semana para você!!!!

/(,")\\
./_\\. Beijossssssssss
_| |_................

Karine disse...

É... me lembro que quando li, não gostei! Ainda bem que nem vontade de voltar a lê-lo tenho.

Alice Voll disse...

ai, MORRO de vontade de ler esse livro, mas ele sempre fica pra trás qndo vou comprar alguns livros!

subindonosalto.com disse...

Já ouvi falar nesse livro, mas nunca li. Até já estive com ele algumas vezes, mas sempre pegava outro pra ler UHAUHAUHUA.

Carol disse...

Oie tudo bem miga?
Miga eu nunca lí esse livro mas parece ser interessante, apesar dos contras que vc disse =) tem livros que são assim mesmo, até filmes agente vai pela capa e aí qdo assiste é aquela coisa =) kkkkk, gostei do post.
Bjs!